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VENDAS CAEM 2,3% EM MAIO, APÓS TRÊS MESES EM ALTA NO RN


Em maio, o comércio potiguar interrompeu uma sequência de três meses em altas e registrou baixa na movimentação. O volume de vendas reduziu em 2,3% no Rio Grande do Norte, na contramão do setor nacional. Esse foi o segundo mês no ano em que a taxa obtida pelo Estado ficou no campo negativo. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O RN ficou entre os estados com as baixas mais acentuadas no País, superado apenas por Rondônia (-2,8%). Também registraram queda no mês de maio: Ceará (-1,5%), Acre (-1,6%), Mato Grosso (-1,9%) e Tocantins (-2,1%). No Nordeste, Alagoas (2,1%), Bahia (1,6%), Pernambuco (1,6%) e Sergipe (1,3%) foram os que tiveram desempenhos mais altos e superaram a média nacional.

No comparativo com o mesmo mês do ano anterior, o Rio Grande do Norte teve um aumento de 0,6%. Contudo, a variação acumulada em 12 meses foi negativa em 2,4%. Apesar da baixa, o Estado obteve um pequeno incremento na receita de vendas de 0,5% e permanece pelo quarto mês seguido apresentando números positivos nesse índice.

No País, o volume de vendas do comércio varejista variou 0,1% em maio, na comparação com o mês anterior, registrando a quinta taxa consecutiva no campo positivo – 2,3% em janeiro, 1,4% em fevereiro, 1,4% em março e 0,8% em abril. Com isso, o patamar do setor está 6,0% acima do menor patamar dos últimos meses, que foi em dezembro de 2021. No ano, o varejo acumula crescimento de 1,8% e nos últimos 12 meses, queda de 0,4%.

“Esse resultado no País mostra um cenário de estabilidade na passagem de abril para maio. Mas, apesar de vir de quatro resultados positivos, as taxas foram decrescentes. Observamos uma retomada no comércio varejista, mas que vem de uma base baixa, dezembro, e sempre fazendo um acúmulo menos intenso ao longo desses meses”, ressalva o gerente da PMC, Cristiano Santos.

Entre as oito atividades pesquisadas, seis tiveram taxas positivas em maio. A alta mais intensa foi a de Livros, jornais, revistas e papelaria (5,5%). Em termos de influência, destaque para os setores de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,6%) e Tecidos, vestiário e calçados (3,5%) no lado positivo. Já Móveis e eletrodomésticos (-3,0%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) foram os destaques negativos.

“Móveis e eletrodomésticos é uma atividade que não superou seu patamar pré-pandemia, pois ao longo de 2021 teve perdas consideráveis. Durante a pandemia, esses itens tiveram um ganho importante devido às substituições que as pessoas fizeram pelo fato de estarem mais em casa. Após essa demanda extraordinária, esses produtos passaram a ter menos importância no orçamento das famílias, sobretudo eletrodomésticos”, analisa o gerente da PMC.

Ele destaca que, no setor de artigos farmacêuticos, o crescimento do volume foi ancorado na indústria farmacêutica, e menos no segmento de perfumaria. “Esse já é o segundo mês consecutivo de alta, e coincide com os reajustes do setor, nos meses de abril e maio”, explica. “No caso de vestuário e calçados, tivemos alguns meses de crescimento especialmente vinculado ao setor de calçados e tênis esportivos, com todos os meses com variações no campo positivo”, complementa Santos.

Síntese do Comércio do RN
Maio de 2022
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal do Comércio

Varejo
Maio/Abril: -2,3%
Maio 2022/Maio 2021: 0,6%
Acumulado 2022: 0%
Acumulado 12 meses: -2,4%

Receita nominal
Maio/Abril: 0,5%
Maio 2022/Maio 2021: 17,9%
Acumulado 2022: 15,5%
Acumulado 12 meses: 13,0%

Varejo ampliado
Maio/Abril: -3%
Maio 2022/Maio 2021: 1,9%
Acumulado 2022: 0,6%
Acumulado 12 meses: -0,8%

Receita nominal
Maio/Abril: -0,7%
Maio 2022/Maio 2021: 17,8%
Acumulado 2022: 15,3%
Acumulado 12 meses: 14,3%