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QUESTÃO MAIS GRAVE SOBRE COVID NO RN É A IMUNIZAÇÃO, DIZ PESQUISA


Os casos de Covid-19 continuam aumentando no Rio Grande do Norte. Nesta sexta-feira 15, por exemplo, foram registrados 533 infectados pelo vírus em um intervalo de 24 horas. A escalada de novos casos acontece desde junho e preocupa potiguares, mesmo que os sintomas sejam mais leves.

O cientista e diretor executivo do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN, Ricardo Valentim, acredita que o problema principal continua sendo a imunização. Apesar de um pequeno avanço, o estado continua estagnado na questão da imunização da população jovem, principalmente em relação às doses de reforço.

“Então, a questão mais grave hoje em termos de saúde pública para a Covid-19 no RN diz respeito a imunização porque, infelizmente, os pacientes que estão indo a óbito, ou parte significativa deles, estão com doses atrasadas ou não tomaram as doses de reforço e isso é muito preocupante”, destacou.

O pesquisador alega que em todo o estado ainda há mais de 700 mil pessoas com doses atrasadas, e alerta que neste momento a ação mais efetiva é convidar a população a se imunizar.

O quadro da imunização pode melhorar também caso o poder público leve vacinas para outros lugares além das unidades de saúde, permitindo que a população tenha a oportunidade de se vacinar em ambientes que geralmente precisam ou gostam de estar, como supermercados, praias, shoppings e eventos. “É importante que o poder público tome essa decisão, de conduzir essa imunização para lugares mais oportunos”, disse Valentim.

Para ele, é natural que depois de anos de pandemia a população apresente um certo cansaço. Por isso, é importante criar novas estratégias. “Não podemos ficar esperando que eles se dirijam aos estabelecimentos de saúde, principalmente a população que trabalha, a economicamente ativa, que muitas vezes não tem tempo para ir às unidades de saúde no horário de atendimento”.

O pesquisador afirma que a projeção para redução nos números da Covid no estado ainda continua sendo para a segunda quinzena deste mês. “É importante destacar que esses estudos são feitos semanalmente, quinzenalmente e mensalmente, então nós estamos sempre estudando esses dados. A partir do início da segunda quinzena de julho, nós devemos observar uma redução do número de casos e internações”, frisou. (*Supervisão da jornalista Nathallya Macedo).