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MULHER DE PETISTA ASSASSINADO DIZ QUE ELES NÃO CONHECIAM ATIRADOR


A mulher do guarda municipal de Foz do Iguaçu Marcelo Arruda, morto a tiros na noite do sábado (9), disse que ela e o marido não conheciam Jorge Paranho, responsável pela morte do guarda em sua festa de aniversário de 50 anos. Segundo Pamela Silva, que é policial civil, o homem autor dos disparos iniciou a discussão ao chegar ao local e ver que se tratava de uma festa com a temática "Lula".

Imagens de vídeos de segurança mostram que Jorge Paranho, que é agente penitenciário federal, chegou ao local de carro e falou algo com Marcelo, que jogou algo no carro de Paranho. O agente penitenciário sacou uma arma e ameaçou o guarda. A mulher de Marcelo Arruda apaziguou a situação, mas o agente disse que iria voltar. Dez minutos depois, ele voltou e efetuou os disparos.

Na ação, ele atingiu Marcelo Arruda, que reagiu e também feriu o atirador, hospitalizado após os disparos. "Ele simplesmente chegou na festa, desferiu algumas palavras de cunho político. Marcelo pede, naquele momento, que ele se retire do local. E ele aponta arma. Eu e o Marcelo tentamos dialogar com ele, mas ele ignora tudo isso", afirmou Pamela Silva ao programa Encontro, da TV Globo.

Internado após ser baleado e chutado, Jorge Paranho teve prisão decretada e a motivação para o crime será investigada. Paranho era um dos diretores da associação sediada no local onde ocorreu a festa.
Crimes

Consequências violentas da polarização política no Brasil têm sido presenciadas antes mesmo do início da campanha eleitoral, marcada para o próximo mês, no dia 16. Um guarda municipal, que declarava apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi assassinado a tiros por um agente penitenciário apoiador do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). Não foi o único caso.

Na quarta-feira, 6, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, disse que o Brasil pode repetir, de forma mais grave, o episódio de invasão ao Capitólio ocorrido no ano passado, em Washington, Estados Unidos. Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Donald Trump interromperam a contagem oficial de votos, o que confirmaria a vitória de Joe Biden, deixando cinco pessoas mortas. Em menos de um mês, quatro episódios de violência foram identificados Brasil afora.

Assassinato em Foz do Iguaçu

O episódio de violência mais recente foi o assassinato de Marcelo Arruda, guarda municipal em Foz do Iguaçu, no Paraná, no sábado, 9, durante sua festa de aniversário. Arruda era filiado ao Partido dos Trabalhadores e, segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, foi morto a tiros por Jorge José da Rocha Guaranho, agente penitenciário federal e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Momentos antes do crime, Guaranho havia interrompido a festa e ameaçado os presentes com uma arma na mão, na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu. Marcelo Arruda foi abordado no estacionamento, quando Guaranho sacou a arma e começou a disparar. Arruda tentou se defender com sua arma funcional e houve troca de tiros. Guaranho está no hospital em estado grave.

Ataque contra Juiz

O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal - responsável por mandar prender o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro- foi atacado na manhã de quinta-feira, 7, em Brasília. Seu veículo foi atingido nas laterais e no para-brisa dianteiro por terra, ovos e estrume.

Segundo informações da Justiça Federal, o juiz vinha recebendo centenas de ameaças após autorizar a Polícia Federal a prender o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, além dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura e outros dois suspeitos de crimes como corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa por terem instalado uma espécie de ‘gabinete paralelo’ no MEC.

Bomba em evento no Rio

Durante um ato em que o pré-candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participava na Cinelândia, Rio de Janeiro, na quinta-feira, 7, uma bomba caseira foi lançada contra o público. Quando a bomba foi jogada, por volta das 18h50, Lula não estava no palco, mas o evento já havia começado.

Andre Stefano Dimitriu Alves de Brito foi preso em flagrante pouco depois da explosão do artefato. Segundo testemunhas ouvidas pela Justiça, durante o evento Brito foi visto carregando “uma espécie de bomba de fabricação caseira, produzida com uma garrafa plástica e um pavio, que se encontrava aceso”. Outra testemunha também teria presenciado o fato e ambas relataram terem visto Brito arremessar o explosivo, com o pavio aceso, entre as pessoas que estavam no ato público.

Ataque por drone

Um líquido malcheiroso foi lançado com um drone sobre o público durante evento em Uberlândia, Minas Gerais, no dia 15 de junho. Na ocasião, Alexandre Kalil (PSD) lançou sua pré-candidatura ao governo do Estado de Minas Gerais e recebeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não havia chegado no local no momento em que o líquido foi lançado.

Três pessoas foram detidas pela polícia para dar explicações. Uma delas é o empresário Rodrigo Luiz Parreira, que já havia sido condenado por estelionato, em primeira instância, a dois anos e seis meses de prisão.

Estadão Conteúdo