Header Ads Widget

anigif.gif

BOLSONARO E MINÍSTROS COLOCARAM O BRASIL NA LATERNA; AFIRMA NATÁLIA BONAVIDES


“O ex-ministro, aquele que destruiu os direitos trabalhistas, vive dizendo que o governo federal trata o Rio Grande do Norte de forma especial. Bolsonaro e seus ministros colocaram o Estado na lanterna”, lamentou a deputada federal Natália Bonavides (PT), ao falar que, apesar de ter tido dois ministros potiguares no alto escalão no governo Jair Bolsonaro (PL), o Estado está entre entre as unidades da federação que menos receberam recursos do governo federal na área social por meio de emenda parlamentar.

“Mais um mito dos bolsonaristas potiguares caem por terra. Quando se fala que o Rio Grande do Norte teve dois ministros potiguares boicotando o Estado diariamente, não é da boca para fora. O RN foi o estado brasileiro que menos recebeu recursos do governo federal na área social. Repito: derrotar Bolsonaro e seus aliados é questão de amor ao povo potiguar”, afirmou.

A parlamentar disse que a distribuição das emendas parlamentares para a área social no governo federal segue critérios nada técnicos, hoje, privilegiando estados aliados à gestão bolsonarista, e não seguindo o critério de pobreza, o mais adequado. Conforme reportagem do jornal Folha S. Paulo, a assimetria na divisão das emendas de relator no ano eleitoral é mais evidente no Nordeste, região onde ficam as dez cidades mais pobres do país.

“Dos cinco estados que mais receberam recursos por habitante em 2022, apenas dois são da região: Alagoas, reduto do presidente da Câmara Arthur Lira (PP) e Piauí, do ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP). Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco, que também estão entre os mais pobres do país, ficaram no fim da lista de beneficiados — atrás, até mesmo, dos três da região Sul”, diz trecho da matéria.

Apesar das frequentes demonstrações públicas de apoio ao presidente, a “amizade” do ministro das Comunicações Fábio Faria (PP) e do ex-ministro do Desenvolvimento Regional (MDR) e agora pré-candidato ao Senado, Rogério Marinho (PL), parece não ter influenciado positivamente o presidente na hora de definir a distribuição de recursos.

De acordo com levantamento feito pela Folha, a distribuição de recursos desconsidera o critério de pobreza. “Esses cinco estados do Nordeste são governados por desafetos de Bolsonaro, inclusive Alagoas e Piauí. Mas, o dinheiro enviado aos dois estados foi apadrinhado por aliados de Lira e Ciro Nogueira. As emendas via Ministério da Cidadania foram destinadas, principalmente, para reformas e obras em locais de atendimento à população de baixa renda ou compra de equipamentos para esses centros, além de recursos para esporte e agricultura familiar”, traz outro trecho do texto.
Compra de equipamentos agrícolas teve superfaturamento de até 259% dos preços

As emendas de relator também são chamadas de “orçamento secreto” porque, em muitos casos, a indicação de destino dos recursos é feita de maneira anônima, sem que se saiba quem indicou e onde o recurso foi aplicado. Além da falta de transparência dos recursos, foi descoberto esquema de superfaturamento em maio de 2021.

Na ocasião, o MDR – pasta então comandado por Rogério Marinho – destinou dinheiro do orçamento secreto para que deputados e senadores governistas recebessem recursos, através de emendas, para comprar equipamentos agrícolas por preços até 259% acima dos valores da tabela fixada pelo próprio governo. O esquema ficou conhecido como “tratoraço”.

O próprio Rogério Marinho teria se beneficiado do esquema, ao direcionar R$ 1,4 milhão do orçamento secreto para a construção de um mirante turístico no município de Monte das Gameleiras, onde ele tem uma propriedade onde será construído um condomínio particular, batizado de Condomínio Clube do Vinho, conforme levantamento do Estadão.
Bolsonaro admite corrupção em sua gestão e diz que, ‘se procurar, vai achar alguma coisa’

O novo escândalo do governo Jair Bolsonaro envolve a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal ligada ao MDR e que foi comandado pelo pré-candidato ao Senado Rogério Marinho (PL), palco de novo escândalo. Reportagem da Folha de S. Paulo desta segunda-feira 25, apontou que a Codevasf fez licitação para para desovar emendas parlamentares, sem apontar a necessidade das compras feitas, sem planejamento e superfaturada, conforme relatório da Controladoria-Geral da União (CGU).

Após anos afirmando que não há corrupção em sua gestão, o presidente mudou o discurso e disse, a apoiadores no “cercadinho” do Palácio da Alvorada na semana passada, que há sim, corrupção em seu governo, em “casos isolados”.

Desta vez, no entanto, foi mais explícito. “Se procurar, vai achar alguma coisa. Quer ver uma coisa? O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) tem mais de 20 mil obras, será que está tudo certinho? Vai achar alguma coisa”, disparou. A fala do presidente vem um dia após a operação da Polícia Federal, que apura esquema de corrupção entre a Construservice e a Codevasf, que, turbinada por bilhões de reais em emendas, foi entregue por Bolsonaro ao Centrão, em troca de apoio político no Congresso Nacional.