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LULA E BOLSONARO VISITAM O RN NOS PRÓXIMOS DIAS


Em clima de pré-campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitarão o Rio Grande do Norte nas próximas semanas.

O primeiro a vir ao Estado será Lula. O petista é aguardado na 1ª Feira Nordestina de Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontecerá no Centro de Convenções, em Natal, entre os dias 15 e 19 de junho.

Em agenda em Porto Alegre (RS) ontem, o petista disse que, quando vier ao Rio Grande do Norte, pretende também visitar a cidade de Timbaúba dos Batistas, para conhecer as bordadeiras que ajudaram a confeccionar o vestido de noiva de sua mulher, Janja.

Já Bolsonaro, pré-candidato à reeleição, vai participar da “Marcha com Jesus pela Liberdade” no dia 16 de julho, um sábado, à tarde. Segundo o coronel-aviador Hélio Oliveira, coordenador da pré-campanha de Bolsonaro no RN, a passeata sairá do cruzamento das avenidas Salgado Filho e Nevaldo Rocha e seguirá até as imediações da Arena das Dunas.

Será a 5ª vez que Bolsonaro visita o RN no exercício do mandato de presidente. A última vinda foi em 30 de março, quando o presidente inaugurou uma estação ferroviária em Parnamirim.

DÚVIDAS
As visitas de Bolsonaro e Lula ao RN estão cercadas de expectativa quanto ao envolvimento deles com a campanha local. No caso de Bolsonaro, há uma dúvida se o presidente dirá com clareza qual é o candidato de sua preferência no Estado. É aguardada uma espécie de “unção” do nome de Fábio Dantas (Solidariedade) neste ato, para ajudar a quebrar a resistência do bolsonarismo ao nome do ex-vice-governador.

DOIS SENADORES
Já sobre Lula, a maior dúvida é quanto ao candidato ao Senado. Espera-se que o ex-presidente fale sobre o fato de ter dois nomes disputando o apoio do PT no Estado: Carlos Eduardo Alves (PDT), o adversário de outrora e agora candidato oficial, e Rafael Motta (PSB), o aliado de sempre que agora busca ser senador.

CARLOS VAI?
Há também incerteza sobre a própria presença de Carlos Eduardo. Como seu partido tem candidato próprio a presidente, Ciro Gomes (PDT), o ex-prefeito de Natal fica em situação difícil se for recepcionar Lula. Já Rafael Motta ficará bem mais à vontade, especialmente se o pré-candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) acompanhar Lula na visita.

FÁTIMA E OS ROSADO
Temendo protesto de prefeitos da região, a governadora Fátima Bezerra (PT) viajou para o Oeste sem seu pré-candidato ao Senado. No lugar de Carlos Eduardo, Fátima circulou ontem em Mossoró ao lado da ex-deputada estadual Larissa Rosado e da ex-deputada federal Sandra Rosado. As duas fazem parte da ala do União Brasil simpática à reeleição da governadora. Também marcou presença na agenda a ex-prefeita Fafá Rosado.

DECISÃO IMPORTANTE
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques derrubou uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato do deputado estadual Fernando Francischini (União Brasil-PR). O deputado havia sido acusado de espalhar fake news sobre as urnas eletrônicas nas eleições de 2018. A decisão do ministro reverte uma decisão colegiada, tomada em outubro de 2021.

NOVAS CRÍTICAS
O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou o caso e voltou a criticar o TSE na live de ontem. Chamou a cassação de Francischini de “inacreditável”, afirmou que o tribunal tem tomado “medidas arbitrárias contra o Estado democrático de Direito” e “a democracia” e acusou seus ministros de não quererem “transparência no sistema eleitoral”.

CRÍTICAS DE LULA
O STF recebeu críticas ontem de Lula também. O petista disse que o “Supremo tem que apenas ser o guardião da Constituição, não pode ficar fazendo discurso e dando voto pela imprensa”. “O voto tem que ser dado em função dos autos do processo. O Congresso tem que voltar a legislar. Não pode ter orçamento de relator”, afirmou.

REFORMA VALIDADA
O STF decidiu, por 7 votos a 2, que acordos coletivos de trabalho se sobrepõem à legislação, sem ferir a Constituição Federal. A tese foi inaugurada com a reforma trabalhista, liderada pelo então deputado federal Rogério Marinho. Os ministros analisaram uma ação instaurada pela empresa Mineração Serra Grande S.A., que questionava decisão do TST que invalidou uma convenção coletiva firmada entre funcionários e a companhia.