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PDT FORMALIZA COMPROMISSO COM PT PARA ALIANÇA NO RN


As discussões em torno de uma pré-candidatura à senador do deputado federal Rafael Motta (PSB) dominaram o noticiário político por quase dez dias, e levaram o PDT a oficializar apoio à reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT). O presidente estadual da legenda pedetista, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, entregou uma carta-compromisso ao presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, ex-deputado Júnior Souto, firmando o compromisso para a formação de uma aliança na chapa majoritária e reiterando a apresentação do nome do ex-prefeito de Natal para o Senado na chapa.

A união das forças progressistas para as eleições de 2022 foi o tema central na reunião. A governadora do Estado destacou a importância da frente ampla no plano local e nacional, que esteja comprometida com o objetivo primordial de tirar o Brasil desse caos político, institucional, econômico e social, derrotando Bolsonaro e o bolsonarismo. Em documento semelhante, o MDB também já oficiou o PT sobre o compromisso de apoiar a reeleição da governadora, e apresentou o nome do deputado federal Walter Alves para a vaga de vice na chapa.

Júnior Souto avalia que o encontro ocorrido entre a governadora Fátima Bezerra e o ex-prefeito Carlos Eduardo, com sua participação, não esvazia o “encontro de tática” que o PT terá no sábado (21) para debater a composição de aliança de outros partidos com a Federação partidária que inclui PT/PC do B/PV.

Segundo Souto, o encontro de 240 delegados a ocorrer em dez dias, “é só uma etapa a mais no processo de organização da campanha que vamos enfrentar brevemente”.

Souto reiterou que o fechamento da chapa majoritária, incluindo a presença do deputado federal Walter Alves (MDB) como companheiro de chapa da governadora Fátima Bezerra, “foi uma decisão tomada na mesa nacional com o acompanhamento do ex-presidente Lula e essa é uma posição que a gente tem total clareza sobre o acerto dela e sobre as conveniências legítimas de parte a parte dessa composição”, além dos “ganhos reais do ponto de vista da disputa que essa aliança representa pra nós e pra ele”.

Para o presidente estadual do PT, a reunião do dia 21 “é mais um adicional de simbolismo para a sociedade e para a militância do partido, no sentido de reafirmar esse compromisso que já está público desde algum tempo atrás”.

Com relação ao fato do presidente estadual do PSB, Rafael Motta, insistir na pré-candidatura a senador, Souto preferiu não tecer críticas ao parlamentar: “Indiscutível a contribuição que o deputado federal Rafael Motta (PSB) tem dado ao nosso governo, da aproximação e das afinidades que têm consolidado uma parceria por esse período”.

Mas, Souto ponderou que “em data anterior a 2018, já havíamos estabelecido parceria com o prefeito Carlos Eduardo, que “não foi reeditada e agora se retoma com o compromisso de uma tradição democrática, compromisso com um conjunto de práticas de administração do serviço público, que produziu efeitos importantes em Natal”.

Então, Souto acrescentou que o PT “está muito satisfeito em ter aliança com o PSB e com o deputado Rafael Motta e o PDT do ex-prefeito Carlos Eduardo, as duas condições são para nós motivo de ânimo para enfrentar a disputa política que se avizinha”.

Os 47 membros da Executiva Estadual do PT já haviam autorizado a condução das negociações de alianças à governadora Fátima Bezerra, mas o seu interlocutor político, o chefe do Gabinete Civil do Governo, Raimundo Alves Júnior, também minimiza os efeitos da oficialização da aliança política com o PDT sobre o “encontro de tática” da próxima semana: “Não esvazia porque o encontro do dia 21 é uma instância partidária”.

Raimundo Alves não quis comentar as declarações recentes de Rafael Motta, que “tem todo o direito de emitir sua opinião”. Chapa proporcional – O ex—prefeito Carlos Eduardo também anunciou ontem, nas redes sociais, que o PDT disputará cadeiras à Câmara dos Deputados, com uma chapa “formada de maneira estratégica e com olhar para a diversidade”.

Carlos Eduardo apresenta como puxadora de votos da chapa proporcional a vice-prefeita de Natal, Aila Cortez Pereiras, salém dos nomes da advogada Rochelly Eleonora, o professor assuense Talleyrand Carlos, o veterinário e ativista animal Milano Máximo, o gestor público Gemerson Borges, o psicólogo Emanuel Santos e ainda o presidente do Sindicato das Óticas, Sérgio Menezes, o engenheiro Maribondo Vinagre e, finalmente, o líder de religiões de matrizes africanas, Barack Obama.

Partidos ampliam pressão a Doria
Os presidentes do PSDB, do MDB e do Cidadania deram uma sobrevida ao projeto de unificar os partidos da terceira via ao anunciar ontem, que o nome do candidato que irá liderar a chapa na disputa pelo Palácio do Planalto será definido a partir da análise conjunta de pesquisas quantitativas e qualitativas encomendadas pelas legendas.

A proposta foi debatida em reunião em Brasília, com participação de Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB) e Roberto Freire (Cidadania). Na prática, o novo critério de escolha prorroga o prazo inicial de 18 de maio para o escolha do candidato. Hoje são considerados pré-candidatos ao Planalto: a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB).

A expectativa dos dirigentes é que processo seja concluído próximo às convenções, que devem ocorrer entre o fim de julho e a primeira semana de agosto.

O formato ainda precisa ser submetido ao crivo dos demais dirigentes dos partidos e dos pré-candidatos à Presidência. No entanto, as siglas afirmaram, em nota, que decisão final será das “instâncias partidárias”, o que amplia pressão sobre Doria.

Ao contrário de Simone, que tem o apoio integral de Baleia Rossi e consolidou maioria na legenda, o ex-governador paulista enfrenta resistência na bancada e rompeu com Bruno Araújo, que foi retirado da coordenação da pré-campanha.

O entorno de Doria assiste aos movimentos dos caciques partidários com apreensão. Os critérios são considerados por eles vagos. Tucanos avaliam ser, no mínimo, simbólico que a sugestão tenha partido do MDB, que não abre mão da pré-candidatura de Simone Tebet. A bancada tucana já deu aval a Bruno Araújo na negociação com MDB pela escolha do representante da terceira via.

Aliados do ex-governador Doria, porém, dizem que ele venceu as prévias do ano passado e, portanto, tem a prerrogativa de decidir se continua ou não na disputa.

Com base no estatuto do PSDB, o grupo do tucano paulista pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a candidatura de Doria ao Planalto.

A reunião dos presidentes dos três partidos pegou o grupo de Doria de surpresa. O ex-governador, que está em Nova York cumprindo agenda com investidores, não quis comentar a decisão.

A decisão dos presidentes dos partidos da terceira via será tema de uma reunião virtual nesta quinta-feira, 12, da executiva nacional do PSDB. Aliados de Doria querem esclarecimentos sobre os critérios e métricas da pesquisa qualitativa, uma vez que Doria aparece em melhor posição que Simone Tebet nas pesquisas quantitativas.

Apesar do descompasso com Araújo, os doristas acreditam que a prorrogação do prazo da escolha do nome dá tempo ao tucano para ganhar terreno nas pesquisas, e assim reduzir as resistências

União Brasil
Na última semana, o União Brasil desembarcou da aliança negociada com as legendas após o governo Bolsonaro ameaçar tirar cargos se o partido apoiasse a terceira via.

A decisão representou mais um fator que mina o acordo das siglas para as eleições, já ameaçada pela resistência ao nome de Doria, no PSDB, e o interesse de integrantes do MDB de apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o presidente Jair Bolsonaro (PL) em outubro.

Rafael Motta volta a afirma que vai concorrer
No dia em que o PDT anunciou, oficialmente, a aliança com o Partido dos Trabalhadores com a indicação do ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT) para compor a chapa majoritária como pré-candidato ao Senado, o deputado federal Rafael Motta (PSB) voltou à carga, colocando-se mais uma vez à disposição para disputar o mesmo cargo.

Na condição de presidente estadual do PSB, Rafael Motta postou, nas redes sociais, que ficava “feliz” com o fato de o PDT ter “enfim vindo pro lado onde o PSB já está desde 2018 e tenha entendido que o governo do PT é melhor para o RN do que o do PDT poderia ser”.

Rafael Motta anunciou, no dia 02, que pediu aos institutos de pesquisas, a inclusão do seu nome nas sondagens de intenções de votos. “Espero que esse apoio não seja circunstancial. Sigo no diálogo com as pessoas, para manter a coerência no Senado”, finalizou.

Já no dia 07, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, declarava à TRIBUNA DO NORTE, que Motta tem o apoio integral do da Executiva Nacional do partido e que o parlamentar será candidato a senador de qualquer maneira, mesmo apoiando à reeleição da governadora do Rio Grande do Norte.

“Não vamos apoiar um bolsonarista como Carlos Eduardo. Vai ser assim e se o PT não apoiar, vai ser assim. Não vamos apoiar bolsonarista”, insistia o dirigente pessebista.