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Presidente do PT no RN desafia oposição: “Venham para o debate”


As alianças políticas estabelecidas nacionalmente serão, automaticamente, replicadas no plano estadual pelos partidos que integram a federação. A afirmação foi feita pelo presidente estadual do PT, Júnior Souto, em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta sexta-feira 15, quando disse que além dos partidos PCdoB e PV – que integram federação -, o PSB, Pros e Republicanos apoiarão a reeleição da governadora Fátima Bezerra. Ele também analisou a conjuntura política do Estado e do país e afirmou que em “um futuro Governo Lula, avançaremos para entregar mais desenvolvimento”.

AGORA RN – A pré-candidata à Presidência pelo MDB, senadora Simone Tebet, confirmou que a chapa Fátima governadora e Walter Alves (MDB) vice está fechada no RN. É verdade?
Júnior Souto – A governadora recebeu da Comissão Executiva Estadual a delegação para liderar as tratativas para estabelecer as alianças e tem coordenado esse trabalho em conexão direta com Lula e Gleisi, que tem recorrentemente indicado a necessidade de construção de aliança com o MDB.

AGORA RN – Qual sua avaliação dos possíveis adversários de Fátima Bezerra (Fábio Faria, Rogério Marinho, General Girão)? Na sua avaliação, porque eles criticam tanto o governo, mas não colocam o nome para disputar o governo do Estado?
Júnior Souto – Nossos adversários são bolsonaristas. Isso implica dizer que são apologistas da violência, das ameaças às instituições democráticas, que são apoiadores de fake News, da liberação de armas e agrotóxicos. Eles precisam do desemprego, dos cortes de verbas para serviços essenciais, da inflação, entre outros. Venham para o debate e apresentem propostas.

AGORA RN – Como será o arco de aliança nacional do PT? Estas se repetirão no RN? Quais são esses partidos?
Júnior Souto – As alianças automaticamente replicadas no plano estadual serão aquelas dos partidos que integram a federação. Entretanto, alianças apenas majoritárias com partidos fora de federações devem ocorrer. Desse modo, PT, PCdoB e PV já integram a aliança, enquanto federação, e PSB, Pros e Republicanos apoiarão a reeleição de Fátima Bezerra, limitados pela vedação de coligações proporcionais para não federados. O MDB ainda poderá integrar o bloco, mas sobre a mesma restrição na proporcional.

AGORA RN – Porque o PT escolheu Carlos Eduardo Alves para ser o candidato ao Senado?
Júnior Souto – Ele tem atuação parlamentar respeitável, experiência na administração da Capital, com gestões que merecem o reconhecimento popular, inclusive com participação do PT. Sua condição de candidato ao Senado foi incorporar ao eleitorado referenciado à governadora uma votação que pode decidir as eleições em nosso favor, notadamente em Natal e Grande Natal.

AGORA RN – Como fica a situação do senador Jean Paul Prates?
Júnior Souto – Impressionou muito o forte compromisso partidário e programático aliado à uma atuação de nível técnico elevado. O alto nível de intervenção e uma dedicação incomum o fez capaz de uma ascensão de difícil comparativo, até porque ele o fez sob um ambiente de captura do parlamento pelo governo federal. Mas havíamos, no plano nacional e estadual, definido a reeleição para governo enquanto prioridade máxima e a matemática eleitoral cumpriu um papel decisivo na definição que estamos fazendo. Jean, pelo trabalho realizado, assegurou seu próprio futuro político. Ele é um patrimônio do partido e representou firme suas expectativas, mas, das conversas com Lula e Gleisi e outros, extraiu suas decisões últimas, e assumiu integralmente seus compromissos com os projetos do Partido. Terá vida longa na política e certamente terá protagonismo no futuro ali a frente com o apoio e reconhecimento de todos

AGORA RN – Qual sua avaliação do cenário político nacional para as eleições?
Júnior Souto – Dentro do cenário de frequentes ameaças à democracia e suas instituições e o agravamento da crise social, as forças de esquerda dialogam para uma vitória sobre o bolsonarismo e o início do processo de reconstrução nacional. Além de vencer as eleições, contenção do fascismo e do fundamentalismo religioso que emergiu, é preciso construir a estabilidade necessária para iniciar a restituição de direitos retirados pela política de Jair Bolsonaro, a recomposição plena do Estado de Direitos. Os indícios fortes de falência dos esforços por uma terceira via apontam no sentido de uma eleição polarizada. O bolsonarismo impõe retrocessos nos campos políticos, econômicos e culturais, resultam no aumento da miséria e estimula a resolução dos conflitos pela violência e a visão do Estado de exceção.

AGORA RN – Como está a pré-candidatura à Presidência?
Júnior Souto – Lula é a liderança nacional com legitimidade para unificar a diversidade das forças políticas para esse projeto de “reconstrução nacional”. Tem clareza, sabe e declara que esse não é um desafio a ser vencido por um partido ou a esquerda isoladamente. Trabalha por alianças com setores que defendem ideias liberais, mas que não se associam a fascismo ou fundamentalismos religiosos e mesmo a quem, por equívoco, apoiou e agora está revendo suas posições. Sua pré-candidatura é a representação desse entendimento e do esforço em compor amplas alianças em torno da obstinação em conter o fascismo. Ele lidera pesquisas, mas segue firme buscando aliados.

AGORA RN – Qual sua avaliação sobre a aliança Lula e Alckmin?
Júnior Souto – Alckmin será nosso vice. Essa definição tem enorme importância na medida em que afirma e simboliza o compromisso de compartilhar a governança da nação com base em um campo ideologicamente diverso, mas unificado em torno de um projeto livre do fascismo. Ele será decisivo para a conquista do governo de São Paulo, que, por sua importância econômico-política, contribuirá muito para superarmos o desafio da governabilidade

AGORA RN – Qual sua avaliação da gestão Fátima Bezerra?
Júnior Souto – A governadora encontrou o Estado endividado, com serviços descontinuados e em colapso. Dívidas e incapacidade de investimento foram enfrentadas com trabalho árduo pelo compromisso. Apoiada por uma equipe dedicada e ética, reorganizou as finanças, pagou folhas em atraso e começou a investir. Certamente, em um futuro governo Lula, avançaremos para entregar mais desenvolvimento com serviços mais qualificados para todos. Concursos foram feitos, estradas recuperadas, acelerou-se com eficiência a execução dos recursos do Banco Mundial, cresceram os investimentos rurais, recuperou-se equipamento culturais, retomou-se o Hospital da Mulher, que breve será entregue. Enfrentou a pandemia (sem hospital de campanha), mas estruturou e preservou como legado leitos hospitalares de UTI que tornará mais eficiente nossa assistência à saúde.