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José Agripino pede para Ezequiel ser candidato: “Ele precisa repensar”


O ex-senador e presidente estadual do União Brasil, José Agripino Maia, afirmou nesta sexta-feira 15 que vai insistir para que o deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, seja candidato a governador nas próximas eleições. O tucano já disse a interlocutores que não vai para a disputa.

“Eu pretendo ganhar a eleição com um candidato de centro. Qual era o candidato que estava encaminhando e eu não desisti? Ezequiel foi pré-candidato. Não conversou comigo. Até porque eu não precisarei conversar com ninguém para apoiar uma candidatura de centro em que eu confie. De repente manifesta-se a desistência. Eu vou insistir para que ele seja candidato. Eu voto nele e apoio ele”, declarou Agripino, em entrevista à TV Tropical.

“Tenho certeza que os companheiros do União Brasil votam nele e apoiam ele. Acho que ele precisa repensar. Em função dos interesses do estado e da unanimidade que se construiu em torno dele, ele precisa voltar a ser candidato. Ele ganha a eleição, contará com meu apoio e aquilo que eu puder fazer pelo RN com os deputados que viemos a eleger e com um governador amigo, ele contará comigo”, completou a fala em apoio a Ezequiel Ferreira.

A declaração acontece no momento em que Agripino é procurado pela oposição para interferir na escolha do candidato para enfrentar a governadora Fátima Bezerra (PT). O próprio ex-senador foi sondado, mas descartou ser ele próprio o candidato. O líder do União Brasil diz que a sua prioridade é fortalecer o partido e eleger dois deputados federais em outubro.

Aproximação com Fátima e PT. Os movimentos recentes de Agripino foram interpretados como uma possível aproximação da governadora Fátima Bezerra, o que foi negado por ele.

“Estão falando muito que José Agripino ‘lulou’, que ‘está com o PT’”. A hipótese de eu estar perto do PT é nenhuma. A formação programática do PT, no plano local ou nacional, é frontalmente divergente da formulação programática de José Agripino. Eu jamais poderia, até pelas lutas que eu tive, estar ao lado do PT. Não é por indisposição pessoal. Eu sou um politico civilizado. Eu recebo a governadora, o candidato do solidariedade. Esqueça essa história de que José Agripino vai caminhar ao lado do PT. Por uma razão simples: nos separam formulação programática e ideológica”, assegurou.

A expectativa de José Agripino é que o União Brasil conquiste pelo menos duas vagas na Câmara dos Deputados e três cadeiras na Assembleia Lesgislativa do RN. “Vamos fazer dois deputados federais. É muito difícil não fazer. E três estaduais, pelo menos. É um número ousado, mas plenamente factível. Temos vários candidatos. Contamos com cinco mulheres, além de outros nomes, como Paulinho Freire, Leonardo Rego, Benes Leocádio. São candidatos de grande categoria e que vão puxar nossa nominata com vontade”, completou.

Luciano Bivar e Sérgio Moro. Na entrevista, Agripino Maia falou ainda sobre a escolhar de Luciano Bivar como o nome do partido para o pleito presidencial. Segundo ele, a definição partiu para não repetir problemas de outros partidos da terceira via, como PSDB e MDB.
“O Brasil assistiu ao entendimento do MDB, PSDB, União Brasil para no dia 18 de maio encontrar um candidato de consenso. O que a gente tem assistido? O MDB, da Bahia ao Maranhão, rendeu homenagens ao ex-presidente Lula. Então, a candidata Simone Tebet ficou mal na fotografia. O PSDB vive dilema entre João Doria e Eduardo Leite. Então, antes que o partido se visse envolvido numa trama que não pode responder, nós resolvemos tomar uma iniciativa. E quem se apresentou foi Luciano Bivar, que já foi candidato em outro momento”, frisou.

A decisão fez com que o nome de Sérgio Moro fosse deixado de lado. Dessa forma, o ex-juiz deve se candidatar ao Senado ou à Câmara dos Deputados. O caminho é defendido por José Agripino como o melhor para quem está chegando na política.

“Moro foi juiz a vida inteira. Ser juiz, trabalha com sentenças. Ser presidente, trabalha com diálogo, com conversa, passa pelo congresso. Onde eu mais aprendi com política, foi no Congresso Nacional. Foi como líder. A grande escola da prática política é o Congresso. É a casa dos acordos, dos diálogos. Moro precisa passar e é bom que passe”, opinou. l