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MPF vai cobrar R$ 280 mil de Bolsonaro e ‘Wal do Açaí’ por desvio de verba de gabinete


O Ministério Público Federal (MPF) quer que o presidente Jair Bolsonaro e a ex-secretária parlamentar Walderice Santos da Conceição, conhecida como “Wal do Açaí“, devolvam aos cofres públicos cerca de R$ 280 mil. O valor corresponde ao que a suposta funcionária fantasma teria recebido durante os 15 anos em que ficou lotada no gabinete de Bolsonaro em Brasília quando ele era deputado federal.

A ação, apresentada pela Procuradoria da República do Distrito Federal (PR-DF), pede que os dois sejam condenados por improbidade administrativa e tenham que ressarcir integralmente os valores indevidamente desviados do erário, com o acréscimo de juros e correção monetária.

O Valor teve acesso à íntegra do pedido, apresentado na semana passada à Justiça Federal de Brasília. Na peça, os procuradores listam mais de 25 diligências realizadas desde que o caso foi revelado pelo jornal “Folha de S.Paulo”, em 2018, durante a campanha eleitoral.

Para o MPF, “o conjunto probatório” reunido demonstra que Bolsonaro contratou Walderice pela Câmara dos Deputados com a finalidade de remunerar serviços de natureza particular, em especial nos cuidados da casa e dos cachorros que ele mantinha em Angra dos Reis.

O órgão também avaliou haver movimentações atípicas, que levantam suspeitas quanto ao destino final da remuneração paga a ela pela Câmara dos Deputados. Uma delas foi a transferência de R$ 408 de um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, com posterior saque, pela quantia arredondada de R$ 410.

Valor