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RN registra maior taxa de transmissibilidade e menor letalidade pela Covid desde o início da pandemia


Estado terminou janeiro com taxa de transmissibilidade de 1,97, o que significa que cada pessoa contaminada transmitiu a doença para outras duas, em média.

O Rio Grande do Norte atingiu no fim de janeiro de 2022 a maior taxa de transmissibilidade pela Covid-19 desde o início da pandemia em 2020: 1,97. Por outro lado, o estado também alcançou a menor letalidade pela doença no período (0,32).

As taxas significam que os potiguares se contaminaram mais e de forma mais rápida, porém, na proporção de contaminados e de mortos, menos pacientes faleceram com a doença.

Os dados foram levantados pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da UFRN, que registra e analisa as notificações oficiais do estado desde o início da pandemia.

A taxa de transmissibilidade de 1,97 aponta que cada pessoa que teve a doença transmitiu o vírus para aproximadamente outras duas, em média, na última semana de janeiro. Já a taxa de mortalidade compara o número de mortes no período com o número de pessoas com a doença ativa no período.


Mesmo com aumento de casos, RN teve, em janeiro, a menor letalidade por Covid desde o início da pandemia — Foto: Lais/UFRN

Para o coordenador do Lais, professor Ricardo Valentim, há dois motivos principais para o aumento da taxa de transmissibilidade: o aumento da testagem da população e a circulação da variante ômicron.

"Houve uma oferta maior de testes, que facilita o diagnóstico. O estado recebeu mais de 2 milhões de testes e ampliou a testagem da população. E o outro fator é é a própria transmissibilidade da variante ômicron, que é maior e já é dominante", considerou.

Testagem para a Covid-19 em ponto de drive-thru aberto pela prefeitura de Natal na Arena das Dunas — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi

Redução de mortes atribuída à vacinação

No entanto, o professor destacou que a preocupação que as autoridades públicas tinham com a taxa de transmissibilidade diminui à medida em que ela não representa mais um aumento de internações e mortes como em outras fases da pandemia.

"Esse aumento não se repercutiu como antes, porque não houve aumento de internações e mortes como no início da pandemia. O número de internações está pelo menos quatro vezes menor. Ou seja, a taxa ganha menos importância e vai perder mais importância à medida que a população vai se vacinando", considerou.

Ricardo ainda defendeu a vacinação como "medida mais efetiva" para a redução dos casos de internação e morte pela doença, argumentando que, além dela, não há mais praticamente nenhuma outra restrição no estado, exceto determinação para uso de máscara e o passaporte vacinal.

Aumento de casos

O estado teve um aumento de 603% novos casos conhecidos de Covid em janeiro em comparação com o mês de dezembro. Numericamente, o número de mortes também aumentou 78%.

Nos 31 dias deste mês, o estado confirmou a soma de 38.664 casos de Covid no mês. Em dezembro de 2021, haviam sido 5.499.

Já o número de mortes, foram 134 acontecidos em janeiro contra 75 que ocorreram em dezembro do ano passado, segundo os dados dos boletins epidemiológicos divulgados diariamente pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Nos primeiros 14 dias de janeiro, o estado já havia superado o número de casos ocorridos em dezembro. O aumento de casos tem lotado centros de enfrentamento à síndromes gripais em Natal e no interior do estado.

Na capital, chegou a ser aberto um centro de testagem na Arena das Dunas, que tem recebido alta demanda.

O crescimento de casos também fez crescer o número de internações, fazendo o estado abrir novos leitos clínicos e críticos.

Na maior UTI do estado, 95% do pacientes não tem a vacinação completa contra Covi.