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Manifestantes fazem ato em Natal para pedir justiça pela morte de imigrante congolês no RJ


Jovem de 24 anos veio para o Brasil como refugiado em 2011, e foi espancado até a morte com mais de 30 pauladas. Participantes do protesto se concentraram no centro de Natal.

Representantes de movimentos sociais e do movimento negro fizeram um ato na manhã deste sábado (5), em Natal, para pedir justiça para os responsáveis pelo assassinato do congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, morto a pauladas no quiosque Tropicália, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

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Os participantes do ato se reuniram na esquina da Avenida Rio Branco com a Avenida João Pessoa , um dos trechos mais movimentados no centro comercial de Natal, por volta das 9h.


Manifestação aconteceu na manhã deste sábado (5) no centro de Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Os manifestantes usavam máscaras e fizeram discursos contra o racismo e a xenofobia. Muitos vestiam camisa antirracistas.

Manifestações semelhantes ocorrem em outras cidades brasileiras neste sábado, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e Brasília.


Manifestantes fizeram protesto em Natal por morte de congolês — Foto: Divulgação

Morto com mais de 30 pauladas


Moïse Kabagambe — Foto: Facebook/Reprodução

O congolês foi vítima de uma sequência de agressões, segundo a família, após ter cobrado dois dias de pagamento atrasado no quiosque. O corpo dele achado amarrado em uma escada.

Para a polícia, entretanto, a confusão e, em seguida, o espancamento não aconteceram por conta da suposta dívida. A motivação do crime ainda é investigada por policiais da Delegacia de Homicídios da Capital.

Atualmente, três agressores flagrados pelas imagens de uma câmera de segurança do quiosque estão presos pelo crime. A polícia, a princípio, os indiciou por homicídio duplamente qualificado.

Uma testemunha que viu o espancamento de Moïse contou que os agressores disseram para ela não olhar porque o homem que estava apanhando com um porrete de madeira era um assaltante.

Ela disse ainda que os autores mentiram para os socorristas, afirmando que o corpo já estava no local do crime.