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Vacinação contra Covid no RN completa um ano com 76% da população imunizada


Estado sofreu com escassez de vacinas no início da campanha, longas filas nos postos e viu evolução nos índices da pandemia em parte do segundo semestre.

Há exatamente um ano, em 19 de janeiro de 2021, a técnica de enfermagem Maria das Graças Pereira, profissional do Hospital Giselda Trigueiro, se tornou a primeira pessoa no Rio Grande do Norte a receber uma dose da vacina contra a Covid.

Nesta quarta-feira (19), a imunização no estado completou um ano. E aquela aplicação rara hoje se transformou em 76% da população potiguar imunizada com pelo menos duas doses da vacina.

Os dados são da plataforma RN+ Vacina, do governo do RN, que monitora em tempo real a campanha de imunização no estado.

Segundo o RN+ Vacina, 22% da população (mais de 700 mil pessoas), também receberam a dose de reforço, chamada ainda de terceira dose. Vejam os dados da plataforma:

2,4 milhões de pessoas vacinadas com duas doses - 76%
710 mil pessoas com a dose de reforço - 22%
2,6 milhões com uma dose - 85%

De acordo com a plataforma, há ainda 226.824 pessoas com a segunda dose em atraso.

Escassez, filas e progresso

O início da vacinação no estado foi marcado por longas filas, principalmente em Natal, e chegou a faltar algumas vezes doses da vacina - tanto da primeira dose, quanto da segunda.


Idosos em fila para vacinação contra Covid-19 no shopping Via Direta, em Natal — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

A chegada dos primeiros lotes da vacina contra a Covid foi comemorada em vários interiores do Rio Grande do Norte, com direito a aplausos da população.

O início da campanha também foi marcado pelos casos de fura-fila, que chegaram a ser investigados pelo Ministério Público.

Na semana em que completou um ano do início da vacinação, o estado começou a imunizar também as crianças de 5 a 11 anos, após o envio de doses específicas do Ministério da Saúde.

A vacina hoje está disponível ainda para qualquer pessoa a partir de 12 anos de idade. Aqueles que já tem pelo menos quatro meses da aplicação da segunda dose podem se vacinar com a dose de reforço.

Redução índices da pandemia

O monitoramento feito pelo g1 e pela Inter TV Cabugi, baseado nos boletins diários de casos e mortes notificados e confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), aponta que os índices de casos e mortes melhoraram durante o ano após a vacinação completa chegar a boa parte da população.

Agosto, por exemplo, foi o último mês em que o estado registrou mais de 100 mortes pela Covid (veja gráfico abaixo).
Mortes por mês por Covid-19 no RN
Registros de óbitos mensais no estado
Mortes por Covid-

Dezembro
Mortes por Covid-19 no mês 304

Fonte: Sesap

Em relação ao número de casos, o estado chegou a marcar 71.739 em julho do ano passado, mas desde agosto marca abaixo de 10 mil casos.


O estado tem, no entanto, nestes primeiros 18 dias de janeiro mais de 8 mil casos notificados e confirmados de Covid. Os especialistas apontam a chegada da variante ômicron para o novo momento, já que ela é tida como mais transmissível.

Em setembro, com a evolução da vacinação, o estado chegou a ter a taxa mais baixa de ocupação dos leitos púlicos de UTI desde o início da pandemia. A taxa se mantém controlada desde então, mas apresenta sinais de crescimento neste mês de janeiro.


Situação atual

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o RN teve 975 novos casos confirmados e notificados de Covid entre segunda-feira (17) e terça-feira (18).

A procura por testes e exames têm crescido nas últimas semanas em cidades como a capital Natal. Um dos Centros de Enfrentamento à Gripe, que a prefeitura abriu em dezembro para atender a demanda do aumento de casos com sintomas gripais, precisou fechar as portas mais cedo nesta terça-feira (18) devido à alta demanda.

Os laboratórios particulares da capital potiguar registram aumento de até 400% na quantidade de exames realizado em janeiro no comparativo com dezembro do ano passado. Desde o fim de dezembro, hospitais privados também têm sofrido com o crescimento nos atendimentos.

Diante do cenário, o estado decidiu passar a cobrar o passaporte vacinal para acesso a estabelecimentos fechados e também aos abertos que tenham mais de 100 pessoas.