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Presidente da FNF: ‘acredito numa boa temporada dos clubes em 2022’


O dirigente potiguar fala sobre os problemas de adequação do calendário potiguar às competições organizadas pela CBF (Copa do Brasil e a Copa do Nordeste), bem como as medidas que a FNF vem tomando para custear a próxima edição do Campeonato Potiguar. O levantamento da competição de 2021, aponta que a entidade investiu R$ 1,5 milhão, um recurso que José Vanildo salienta que não terá à disposição na próxima temporada. A competição que se inicia no próximo dia 9 de janeiro, devido às questões de calendário, não possui uma data definida para acabar. Quanto a utilização da Arena das Dunas, ele explica que no primeiro turno isso não será possível devido a parada obrigatória da utilização do equipamento, para revitalização do gramado. José Vanildo também faz um alerta aos clubes locais quanto à permissão do lançamento de ações para venda do controle administrativo dos clubes. O dirigentes ainda se mostra otimista no sucesso dos clubes do RN em 2022, com acessos de ABC e América.Vicente Estevam

Presidente da FNF, José Vanildo, coloca fé nos trabalhos que estão sendo desenvolvidos dentro das direções de América, ABC e do GloboComo se encontram os preparativos para o início da temporada de 2022?
A federação já adotou todos os procedimentos institucionais, em relação a divulgação da tabela, acerto nas orientações com os clubes e no dia nove de janeiro, com a rodada já definida, iremos dar início ao Campeonato Potiguar de 2022. Esse ano nossa tabela irá sofrer consequências do Globo que além do Estadual vai disputar a Copa do Nordeste e também existe a questão da Copa do Brasil, onde além da equipe de Ceará-Mirim estará o ABC, mas que terá início apenas no dia 23 de fevereiro, quando ocorrerá uma necessidade de ajuste na tabela.

Mesmo sendo o Estadual que irá iniciar mais cedo, nós poderemos sofrer com o estrangulamento de datas?
A decisão dos clubes de incluir uma fase de semifinais nos dois turnos do Estadual nos gerou o aumento de datas e consequentemente vai fazer com que a FNF tenha alguma dificuldade no ajuste desta segunda parte. A semifinal vai ampliar o leque de oportunidade de classificação para os clubes participantes e irá nos impedir de realizar qualquer antecipação de rodadas para fazer a competição acelerar rumo ao fim. Dentro dessa nova concepção irá ocorrer um interesse maior dentro de cada jogo.

A FNF está fazendo previsão de acabar com o Campeonato Potiguar até quando?
Não gosto de estipular datas porque isso vai depender muito do avanço do Globo na Copa do Nordeste e o desempenho das nossas duas equipes na Copa do Brasil. Sabemos que podem ocorrer diversas coincidências de datas, o que irá nos criar algumas dificuldades. Se a longevidade dos nossos clubes nessas competições por um lado é boa, dentro dos critérios técnicos para o futebol, por outro lado será capaz de nos criar uma séria dificuldade em relação ao calendário.

A Federação já tem ideia de quanto deve custar a edição de 2022 do Campeonato Potiguar?
Essa pergunta seria melhor endereçada se fosse realizada aos clubes, a FNF compete organizar, estruturar e incentivar à prática do futebol. Mas tomando como base a temporada passada, nosso investimento com a competição bateu a casa de R$ 1,5 milhão. Mas em 2022 a FNF não terá condição de realizar um investimento dessa ordem, não temos por conta de uma questão básica. No ano passado a federação não teve receita de jogo nenhum, foi um ano atípico em todos os segmentos da sociedade. Esse ano vamos apoiar e procurar ajudar dentro da capacidade que temos de investir, já estamos trabalhando com uma empresa de marketing, vale salientar que nós não recebemos apoio público, quem tem isso são os clubes. Além disso, ABC e Globo terão uma receita diferenciada dos outros por conta das cotas que vão receber seja por disputar o campeonato regional ou a Copa do Brasil. Neste momento o maior trabalho da FNF tem sido em busca de novos apoios temos o da TV Band, que adquiriu os direitos de transmissão, assim como ações pontuais de algumas prefeituras que decidiram apoiar as equipes de suas cidades, casos de Mossoró, Assu, Goianinha e o próprio governo estadual com o projeto das notas fiscais. Nosso apoio vai se limitar ao que nos é repassado pela CBF e aquilo que conseguirmos levantar com as ações de marketing que estamos realizando.

Olhando a tabela da Copa Cidade do Natal, equivalente ao primeiro turno, vemos que não há jogos previstos para Arena das Dunas. Qual é o motivo disso?
Vem ocorrendo um debate entre o governo do estado e o consórcio que controla a Arena das Dunas em relação aos valores cobrados pela utilização daquela praça esportiva, de fora, o que posso dizer é que a Arena das Dunas é importantíssima para o futebol do RN, uma porta de visibilidade grande e que deve ser utilizado e ter mais evidência dentro do nosso cenário esportivo. O grupo gestor é um parceiro que ocupa uma lacuna importante se não mais diretamente no futebol, mas em outros pontos vinculados. Nós da FNF demos um passo importante para facilitar o uso do espaço por nossos clubes estabelecendo que qualquer filiado poderá mandar seus jogos na Arena das Dunas, que passou a ser considerado um campo neutro, onde não será observada a questão de inversão de mando de campo. Com isso, qualquer clube poderá mandar seus jogos na praça esportiva, sem risco de sofrer qualquer tipo de punição. Neste início do Estadual, a Arena não poderá receber jogos devido aos serviços que são realizados no tratamento do campo de jogo, ele vai demorar um pouco mais para ser liberado. O América que é quem mais manda seus jogos no local, no primeiro turno vai mandar seus jogos na Arena América e também na cidade de Goianinha. A Arena das Dunas merece ter um olhar diferenciado pelo governo estadual como uma forma de fomentar não apenas o futebol, mas também a cultura e diversos outros segmentos.

Os representantes dos clubes vinham reclamando bastante das taxas cobradas para abertura da Arena das Dunas, você vê a possibilidades de essas taxas serem reduzidas para que a praça possa ser mais utilizada pelos clubes locais?
Essa é uma questão jurídica que está sendo debatida entre as partes controladoras. Hoje as coisas funcionam da seguinte forma: Se a Arena cobrar seis mil para abrir, esse mesmo valor tem de ser repassado para o governo do estado e a cota acaba subindo para R$ 12 mil. É como se todo o equipamento tivesse sido alocado e essa questão vem praticamente inviabilizando a realização de eventos no local. O assunto vem sendo debatido e a ação do governo Fátima Bezerra poderá ser muito importante, a governadora tem se mostrado sensível e apoiado os clubes de diversas formas e uma negociação das taxas da arena poderá incrementar a utilização do equipamento. Atualmente o equipamento é muito utilizado pelas empresas, acredito que com incentivo já que se trata de uma praça pública, o governo estará dando um passo certeiro para aumentar o fluxo de ocupação da Arena das Dunas.

Como estão as demais praças esportivas para receber as partidas do Campeonato Estadual, o que o relatório da FNF mostra neste sentido?
Em sua maioria todos se encontram dentro da regularidade, mas sempre com a FNF provocando a resolução de algumas dificuldades pontuais como no estádio Edgard Montenegro, em Assu, a questão da iluminação do estádio Barrettão, em Ceará-Mirim. Algumas praças necessitam complementar a vistoria e de alguns laudos, mas a gente sempre espera que até o dia 9 tudo esteja regularizado. Mossoró, que nos últimos anos vinha sofrendo problemas com o Nogueirão, superou essa fase e acredito que não teremos maiores atropelos em relação a competição.

Com o impedimento do uso inicial da Arena das Dunas, o América vai atuar na sua própria casa e jogar sempre no período da tarde, isso pode trazer algum problema com a TV que comprou o Estadual? No sentido de adequação da grade de programação.
O América pode atuar na Arena América, onde não existe iluminação artificial, mas também poderá mandar seus jogos no Nazarenão, em Goianinha. Em princípio não vejo qualquer tipo de problema. Mas vamos aguardar para ver, pois temos outras praças que podem receber jogos noturnos. Sabemos que uma partida de futebol no Brasil jogada no meio de semana à tarde, se torna pouco atrativa pelo costume do nosso torcedor.

Com relação a posição dos nossos clubes e da própria FNF no recém divulgado ranking da CBF?
Nossa posição se manteve na 15 colocação, entendemos que o acesso do ABC favoreceu bastante para isso, bem como a campanha que o clube desempenhou na Copa do Brasil. O América teve também um bom desempenho na competição nacional, o crescimento do Globo, lamentavelmente foi de nível regional e esse tipo de competição não é levado em consideração em relação ao ranking nacional. Lamentavelmente o América levou azar na Série D, onde foi eliminado nos pênaltis e não conseguiu obter o acesso, mas não podemos dizer que a temporada de 2021 não foi interessante para o nosso futebol. É certo que poderia ter sido melhor, mas infelizmente isso ocorre.

Com a retomada dos trabalho e os desafios dos nossos clubes dentro do Brasileirão, o presidente da FNF acredita que o início da organização está sendo capaz de gerar otimismo no torcedor?
A nova gestão do América, com Souza um ex-jogador de futebol e empresário bem sucedido à frente, eu não tenho dúvida de que o América poderá repetir a campanha realizada em 2021 no Brasileirão e desta vez, até com mais sucesso. Souza tem uma visão na área de esporte que é importante ele chegou no clube para somar e creio muito no sucesso da gestão dele. Já no ABC, Bira Marques, manteve as contas do clube equilibradas, conseguiu montar um grupo competitivo dentro das condições financeiras que o clube tinha e foi feliz. Ele foi reeleito, está com projetos interessantes e também acredito no sucesso do ABC em relação a campanha de retorno para Série B.

O que o presidente da FNF acha dessa nova legislação permitindo a transformação dos nossos clubes em sociedades anônimas. É um caminho sem volta, inclusive para o futebol potiguar?
De minha parte acredito que isso deve demorar um pouco para emplacar dentro do Nordeste, onde predominam a figura dos benfeitores, dos cardeais são modelos de administração que vem sendo modificadas aos poucos, já notamos isso no Ceará, onde os clubes modificaram os perfis das gestões administrativas, acredito que isso vai inspirar a modificação também nos clubes de Pernambuco e na própria Bahia, cujos os clubes estão em fase de baixa. Ao mesmo tempo em que estamos assistindo o crescimentos dos grandes clubes alagoanos, o que vem caracterizando uma mudança do modelo de gestão nos clubes de lá, onde os cartolas aprenderam que o futebol só é feito com emoção pelo torcedor, enquanto os clubes necessitam de gestores profissionais, que tratem clube como empresa. Nós já tivemos uma modificação do tipo de gestão no Cuiabá, cujo gestor é o presidente da federação de lá, é um empresário bem sucedido e que passou a tratar o clube como uma das empresas dele. Aqui no RN nós temos primeiro de dar um passo para modificar a gestão e acredito bastante no processo de modernização que Souza e Bira Marques desejam implantar no América e no ABC. Precisa ter projeto e coragem para implementar as alterações, mas tudo deve ser realizado com muita prudência para que não surjam aventureiros, atrás de negócios apenas momentâneos, que venham a prejudicar o clube no final.