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Energia solar cresce 118% no Rio Grande do Norte


Os investimentos em energia solar no Rio Grande do Norte superaram a marca dos R$ 543 milhões em 2021. Dados da Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper) mostram que a Potência instalada da energia solar no RN saiu dos 49,8 megawatt-pico (MWp) do final de 2020 para os 108,6 MWp do ano passado, o que representa aumeto de 1185 no período. Para 2022, o setor quer superar a marca de R$ 1 bilhão em investimentos.
Magnus Nascimento

Atualmente, 98% dos municípios potiguares contam com, pelo menos, um sistema de energia solar fotovoltaica instalado

De acordo com a Aper, em balanço divulgado na sexta-feira (21), a atual capacidade instalada potiguar é de 195,8 MWp. Outro dado é que 98% dos municípios potiguares contam com, pelo menos, um sistema de energia solar fotovoltaica instalado. Ou seja, dos 167 municípios potiguares, 164 cidades produção de energia solar. Ao todo, são 18 mil domicílios gerando energia elétrica no território potiguar.

Através do levantamento feito pela Aper, os dados comprovam a vocação que o Rio Grande do Norte apresenta para a geração de energias renováveis, quer seja de fonte eólica (onde desponta como o maior produtor nacional) ou solar (distribuída ou centralizada). Isso pode ser visto com relação aos investimentos no setor. Em 200, o Rio Grande do Norte registrou R$ 209,7 milhões em investimentos. No passado, o volume investido no setor foi de R$ 543,1 milhões, o que representa um aumento total de 158,9%.

"Os elevados reajustes nas tarifas de energia elétrica - que vêm ocorrendo sistematicamente em índices superiores à inflação nos últimos anos e com perspectiva de novos aumentos reais -, têm contribuído para que a energia solar distribuída tenha se tornado extremamente atrativa sob o ponto de vista econômico-financeiro, representando economia imediata e duradoura para os produtores-consumidores e apresentando baixos prazos para o retorno dos investimentos", comenta José Maria Vilar, vice-presidente da Aper e responsável pelo levantamento.

O avanço da tecnologia tornou os equipamentos mais eficientes e robustos, com a expectativa de geração por um longo prazo, com os fabricantes prevendo uma pequena perda gradativa de eficiência ao longo do tempo, com estimativa dos fabricantes de alcançar 80% de eficiência com 25 anos de funcionamento. A manutenção adequada e eventuais substituições de parte dos equipamentos ao longo do período fazem parte do processo.
Para Max Pereira, presidente da Aper, o setor de geração de energia solar fotovoltaica distribuída é capaz de alcançar equilíbrio ambiental.

"Economia no bolso com sustentabilidade ambiental, tornando-o altamente atrativo, sob os diversos ângulos. Para as famílias, representa significativa economia em seu orçamento doméstico; para as empresas, redução substancial do seu custo com energia elétrica, que em muitos casos representa o segundo maior item de custo, tornando-as mais competitivas", comenta.

Especialização técnica
O Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS) lançou a primeira Especialização Técnica do Rio Grande do Norte em Sistemas Fotovoltaicos, os sistemas que geram energia solar. O curso terá duração de um ano e será ofertado em formato semipresencial, com aulas teóricas na modalidade EAD - Educação à distância - e as práticas realizadas no Centro, instalado no Hub de Inovação e Tecnologia (HIT) do SENAI-RN, em Natal.

As inscrições para a primeira turma estão abertas até 10 de março, mesma data de início das aulas, e podem ser feitas online, no site do Senai, ou presencialmente. O programa é voltado a pessoas com graduação ou cursos técnicos em áreas correlatas. Serão ofertadas 40 vagas.

"A expectativa é repetir com esse curso a experiência bem-sucedida que tivemos com a especialização técnica em energia eólica, que tem atraído mais de 100 profissionais por ano de todo o país e contribuído com a expansão sustentada da atividade, com cada vez mais qualidade no trabalho realizado nos parques", diz Rodrigo Mello, diretor do CTGAS-ER e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER);

O programa da especialização foi construído de forma conjunta por equipes de instrutores de educação e tecnologias do CTGAS-ER e de pesquisadores de energia solar do ISI-ER.

Dados do setor mostram que a área está busca rofissionais especializados. Desde 2012, a fonte solar já gerou 390 mil empregos no mercado nacional e movimentou mais de R$ 66,3 bilhões em investimentos privados. No ranking do Nordeste, o Rio Grande do Norte aparece entre os cinco maiores produtores.