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‘2022 será o momento da decolagem da economia’, diz Flávio Rocha


Otimismo com um cenário de retomada e a favor da reforma administrativa. Essas são as expectativas para o ano de 2022 do empresário Flávio Rocha, presidente do Conselho de Administração do Grupo Guararapes, ex-deputado federal e pré-candidato às eleições presidenciais em 2018. Flávio Rocha avalia que as mudanças macroeconômicas executadas nos últimos anos “foram importantes” e espera que o ano de 2022 seja o da “decolagem da economia”.

Empresário e presidente do conselho de administração do Grupo Guararapes, Flávio Rocha

“É muito alvissareiro que o RN receba a Galápagos nessa fantástica expansão que a empresa está tendo. Fico feliz que o RN brilha no cenário empresarial e acho que a chegada da Galápagos é importante", disse Rocha na cerimônia de apresentação da gestora de investimentos alternativos.
Para Flávio Rocha, o principal fator “para retomarmos a velocidade de crescimento é redimensionar esse estado que está hipertrofiado, está grande demais, para que ele caiba no PIB”, bem como “melhorar o ambiente de negócios. Temos que puxar essa carruagem numa estrada asfaltada, pavimentada, não nessa estrada esburacada, pantanosa, de tantas dificuldades para se empreender”. Ele fez avaliações do cenário econômico do Brasil e também análises sobre a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) e da governadora Fátima Bezerra (PT).

Confira a entrevista exclusiva à TRIBUNA DO NORTE.

Quais as expectativas para o cenário econômico de 2022?
Eu vejo com um otimismo a volta à normalidade, população já predominantemente vacinada, voltando ao trabalho. Acredito que as mudanças macroeconômicas foram importantes, que já vinham surtindo resultados, até que a tragédia da pandemia se abateu e abortou essa decolagem iminente da nossa economia. Acho que agora o momento chegou e em 2022, se Deus quiser, vai marcar o momento de decolagem da economia, de volta à normalidade. Vejo com muito otimismo as perspectivas futuras.

O fator econômico será a principal questão preponderante na corrida presidencial?
Acredito que a questão fundamental é o conflito que sempre esteve presente. Nós chegamos a um Estado, uma máquina pública excessivamente grande. Torço muito pela reforma administrativa, acho que isso é muito importante, fazermos uma cirurgia de grande porte, para fazer a máquina pública caber no Produto Interno Bruto (PIB). Isso é um fator determinante na nossa velocidade de crescimento que vamos ter. Meu pai (Nevaldo Rocha/1928-2020) sempre falava que um País é como uma carruagem: tem o tamanho de sua máquina pública e tem sua força de tração, que são o capital e trabalho, trabalhadores e empresários. O principal fator para retomarmos a velocidade de crescimento é redimensionar esse estado que está hipertrofiado, está grande demais, para que ele caiba no PIB. E segundo é melhorar o ambiente de negócios. Temos que puxar essa carruagem numa estrada asfaltada, pavimentada, não nessa estrada esburacada, pantanosa, de tantas dificuldades para se empreender. Com a complexidade trabalhista, tributária, de regulação de várias atividades e tanta burocracia. Vejo um esforço, inclusive, consciência da opinião pública, de que é necessário fazer essas duas transformações: diminuir o tamanho da carruagem estatal e pavimentar essa estrada em direção ao melhor ambiente de negócios.

Como avalia a gestão do presidente Bolsonaro, chegando agora a seu último ano?
Vamos ter um governo que vai entregar um estado menor do que quando ele assumiu. Todos os governos, desde a promulgação da Constituinte, inflaram o Estado, a ponto do estado vir de uma carruagem a 20% do PIB e hoje ser a 50% do PIB, incluindo aí o déficit público. Então o carrapato ficou maior que o boi. Isso já é um elemento que demonstra uma visão na direção certa, de diminuir o Estado. Me somo aos esforços no sentido de melhorar o ambiente de negócios, a reforma trabalhista foi extremamente importante para se diminuir o custo de se empregar. É absolutamente importante fazer uma reforma tributária para melhorar o ambiente de negócios e a reforma administrativa, no sentido de redimensionar o Estado. Então vejo esforços saudáveis nesse sentido.

A avaliação é positiva, então?
No aspecto econômico, sim, principalmente nesses dois aspectos. É lógico que a democracia chega em camadas, a pauta aprovada em 2018 é eloquente, necessária, reflete a vontade popular, de melhor performance do Estado. Mas a primeira camada do Executivo, ela chegou de pronto. Chegou mais lentamente no Legislativo, mas hoje temos um parlamento fortemente reformista. Mas a terceira camada, que ainda esbarra e isso mostra um choque de gerações, uma visão ainda anacrônica de determinados segmentos do Judiciário ainda representam um entrave a essas reformas. Acho que não é um conflito entre Executivo e Judiciário, mas entre Judiciário e povo. E isso só o tempo, a renovação natural, vai fazendo com que essa nova pauta, essa agenda econômica de diminuição do Estado, chegue às três camadas da democracia e consigamos fazer as mudanças.

Como avalia a gestão Fátima Bezerra, também caminhando para seu quarto ano?
Acho que é muito importante também fazer valer essa pauta de mal eficiência do Estado tanto a nível federal, estadual e municipal. Essa é uma sinalização eloquente de um eleitor que amadureceu e que isso vai chegar gradualmente aos três níveis de governo.
Acho que a pandemia foi um soluço, um terremoto em todas as gestões. Vamos avaliar no pós-pandemia passado esse tsunami veremos com mais clareza. Mas vejo um governo bem intencionado, com boa interlocução com o empresariado, isso é importante.

Tem alguma crítica ou sugestão para o Governo do Estado?
Acho que a busca para tornar o Estado um ambiente cada vez mais receptivo aos investimentos. O Estado, muitas vezes, passa sinalizações erradas, principalmente a investimentos de fora do Estado. É muito importante transmitir essa tranquilidade, essa hospitalidade a esse investimento. Não serão só investimentos públicos que vão gerar empregos e fazer uma transformação do Estado. É necessário sinalizar ao resto do País que o Rio Grande do Norte quer investimentos e que aqui se tem segurança jurídica, oportunidades e se tem uma boa acolhida para esses aportes.

Expectativa de crescimento em relação a Guararapes?
Devemos ter um crescimento em relação a 2019. O ano de 2020 foi muito difícil com fechamento de lojas e a perspectiva já é de crescimento em relação ao igual período do ano passado. Não posso antecipar percentuais porque estamos fechando ainda o balanço, mas tivemos crescimento de um dígito alto no terceiro trimestre e agora é a rampa de aceleração.