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Sem citar Bolsonaro, Renan diz que relatório deve apontar até homicídio


Relator da CPI indicou crimes que teriam sido identificados; entre eles, charlatanismo e homicídio qualificado

O parecer da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado deve sugerir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nesta 4ª feira (11.ago), o relator do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), evitou citar Bolsonaro, mas mencionou os crimes que a CPI já teria identificado.

Nesta 4ª, a comissão ouviu o empresário Jailton Batista, diretor da farmacêutica Vitamedic, sobre uma campanha do governo pelo uso da Ivermectina, remédio sem ineficaz contra a covid-19.

"O depoimento e os fatos já denunciados demonstram uma relação da produção e lucro das vendas desses medicamentos do kit-covid e o cometimento de muitos crimes por parte dos agentes políticos e por parte da indústria. Isso deverá configurar curandorismo, charlatanismo e homicídio qualificado. A perspectiva é que o relatório contenha tudo isso", disse Renan, acrescentando que a decisão "é reforçada pela maioria da CPI": "Os tipos penais que enquadrarão essa gente são extensos. A cada dia vamos falar sobre um deles".

Questionado sobre o indiciamento de Bolsonaro, o relator afirmou não poder detalhar, "porque só virá no momento certo". "Ele estará enquadrado em algum crime? Provavelmente. Para desespero de algumas pessoas que achavam que a CPI daria em pizza", arrematou o senador.