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Rio Grande do Norte apresenta queda nos casos de dengue, chikungunya e zika


Boletim epidemiológico da Sesap apresenta tendência de queda nas últimas semanas e menor incidência da doença também no comparativo dos primeiros sete meses deste ano com 2020.

O Rio Grande do Norte teve uma queda no registro dos casos de dengue tanto na última semana de julho quanto no comparativo dos primeiros sete meses deste ano com os de 2020. O mesmo acontece com os casos de chikungunya e zika.

É o que aponta o boletim epidemiológico das arboviroses, que foi divulgado nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). De acordo com a pasta, os casos da doença também vêm apresentando queda constante desde o início do mês de julho.

O boletim aponta que o número de casos prováveis de dengue na última semana foi de 56, mostrando uma tendência de queda, já que as semanas anteriores apresentaram 129, 139 e 185.

Ao todo, de janeiro a julho, o RN também apresentou queda em comparação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, são 4.344 casos, sendo 709 casos confirmados, 1.553 descartados e 2.791 casos prováveis. A incidência é de 79,59 casos prováveis por 100 mil habitantes.

Em 2020, foram notificados 9.948 casos, sendo 2.420 confirmados, 4.477 descartados, e 5.471 casos prováveis - incidência de 156,01 casos prováveis por 100 mil habitantes.

De acordo com a secretaria, o Rio Grande do Norte teve um óbito confirmado por dengue em 2021. Em 2020, foram quatro.

A pasta indicou que a doença teve incidência em todo o estado, mas as maiores taxas foram nos municípios de Coronel Ezequiel, Santa Cruz e São Bento do Trairí. A maioria dos casos é em adultos a partir dos 20 anos de idade e do sexo feminino.

Chikungunya

Os casos de chikungunya também apresentaram queda no ano. Até julho, foram 4.116 casos da doença, sendo 733 confirmados, 564 descartados, sendo considerados casos prováveis 3.552. A incidência foi de 101,59 casos prováveis por 100 mil habitantes.

No mesmo período do ano passado, foram notificados 5.637 casos, sendo 2.553 confirmados, 1.634 descartados, e 4.003 casos prováveis - incidência de 114,48.

A última semana de julho, com 33 casos, também apresentou queda em comparação à anterior, que teve 69.

Neste ano, não houve óbitos pela doença no estado. Em 2020, foram três.

Segundo a pasta, os casos foram registrados também com mais incidência na Região do Trairi e tendo entre as mulheres entre 20 e 64 anos as mais infectadas.

Zika vírus

O número de casos confirmados de zika também caiu, mas o de prováveis foi maior nestes primeiros sete meses. Foram, ao todo, 372 casos de zika, sendo 95 confirmados, 140 descartados 232 casos prováveis - incidência de 6,62 casos prováveis.

Em 2020, no mesmo período, foram notificados 1.102 casos, sendo 98 confirmados, 724 descartados, 378 casos prováveis - incidência de 4,25 casos prováveis.

Há também tendência nas últimas semana. Na última semana de julho, foram 4 casos - abaixo dos 15 registrados na semana anterior.

O número de casos também apresentou mais incidência na Região do Trairi, principalmente no município de Santa Cruz.

A maior incidência foi em mulheres entre 20 a 34 anos. De acordo com a Sesap, o quantitativo de casos de Zika em mulheres em idade fértil é fator de preocupação, "principalmente se ocorrer em gestantes, devido à capacidade do zika Vírus provocar microcefalia ou alterações no sistema nervoso central do feto gestado".

No RN, foram notificados 58 casos de gestantes com zika, dos quais sete foram confirmados.

Prevenção

A Sesap alerta para os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissores das arboviroses, já que a população desempenha um papel primordial no controle vetorial. São eles:

Mantenham os quintais livres de possíveis criadouros do mosquito;
Esfreguem com bucha as vasilhas ou reservatórios de água de seus animais;
Não coloquem lixo em terrenos baldios;
Mantenham as caixas d´água sempre tampadas;
Observem vasos e pratos de plantas que acumulam água parada;
Observem locais que possam acumular água parada como: bandeja de bebedouros e de geladeiras, ralos, pias e vasos sanitários sem uso;
Recebam a visita do agente de endemias, aproveitando a oportunidade para tirar possíveis dúvidas;
Mantenham em local coberto, pneus inservíveis e outros objetos que possam acumular água.