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Pesquisador aponta cenário grave de contaminação pela cepa Delta no RN


Análise do cenário epidemiológico é do médico e pesquisador Nilson Mendes

O pesquisador Nilson Mendes que vem desde o início da pandemia pesquisando a COVID-19 e suas variantes fez um alerta: caso as medidas sanitárias são sejam reforçadas, o estado do Rio Grande do Norte corre o risco de passar por momento difíceis em relação a um terceiro pico de contaminação da Covid-19, especificamente com a variante delta.

Segundo ele, existem alguns fatores que podem contribuir e se somar para aumentar os casos de infecção, hospitalização e mortalidade por Covid-19 nas próximas oito semanas. “A vacinação atrasada [é um dos fatores, já que] temos menos de 30% da população com vacinação completa. Nos EUA tem mais de 52% da população vacinada, porém o número de casos de COVID-19 lá aumentou de forma alarmante nos últimos 30 dias ao ponto de hospitais pediátricos ficarem lotados”, defendeu.

Ele acredita que a baixa eficácia de alguns tipos de imunizantes podem impactar diretamente em um aumento no número de casos. “Grande parte da população brasileira foi vacinada com a Coronavac que é uma boa vacina, porém tem um poder de proteção inferior às vacinas utilizadas nos EUA que são Pfizer, Moderna e Janssen”, diz.

Ele também faz um alerta de como a cepa vem se espalhando pelo país. “A variante Delta já está espalhada pelos estados brasileiros, e tem um poder de transmissão muito maior que as anteriores como a Alfa. As vacinas oferecem menor proteção contra a variante Delta”, comenta.

Ainda de acordo com Nilson, as medidas para tentar evitar a propagação da cepa são as mesmas já conhecidas mundialmente, conforme variados protocolos sanitários. “O isolamento social no Brasil é menos efetivo do que nos países desenvolvidos devido grande parte da população não poder ficar trabalhando de casa”, conclui.
Variante Delta no RN: terceiro caso

O Departamento de Vigilância em Saúde da SMS Natal confirmou o terceiro caso de pessoa contaminada com a variante Delta do coronavírus em Natal. A pessoa é do sexo masculino, tem 38 anos, não tem histórico de viagem, porém teve contato com uma das pessoas que testou positivo para o vírus da nova cepa.

Segundo a SMS, o paciente relatou sintomas de calafrios, tosse e coriza no dia 7 de agosto, quando procurou uma das Unidades de Básica de Saúde (UBS) da capital e fez o teste de swab. No dia 10 recebeu o resultado do exame positivo. Ele já havia tomado a primeira dose da vacina contra a covid-19 e aguarda o período necessário para tomar ser imunizado com a segunda dose.

“Esse terceiro caso em Natal não tem histórico de viagens, porém teve contato com uma das pessoas infectadas na capital com a variante Delta”, explica Juliana Araújo, Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da SMS Natal.
Transmissão comunitária

Quando a SMS Natal foi notificada pelo Instituto de Medicina Tropical da UFRN sobre os primeiros casos de contaminação pela variante Delta, foi constatado que há transmissão comunitária da nova cepa Delta do coronavírus na capital, já que um dos casos não tem fonte de infecção/transmissão esclarecida.

“Rastreamos todos os contatos das pessoas infectadas e não foi identificado histórico de viagem. Quando não é identificada a fonte de transmissão significa que vírus está circulando no ambiente, ou seja, já existe uma transmissão comunitária na capital”, afirma Juliana Araújo, Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da SMS Natal.

O apelo que a SMS Natal refaz é que as pessoas completem seu esquema vacinal e não se descuidem das medidas protetivas como lavar as mãos, usar máscaras e evitar aglomerações.