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Renan: não há dúvida de que Bolsonaro se omitiu diante de denúncias


Abertura de inquérito da PF para investigar negociação da Covaxin repercutiu entre os membros da CPI

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que, com base em depoimentos e documentos recebidos pela CPI, não há dúvidas de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria cometido o crime de prevaricação ao deixar de agir depois de supostamente saber de irregularidades envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin. A Polícia Federal investiga o caso, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Do ponto de vista da prevaricação, não há muita coisa a investigar além do que já foi investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito, porque a prevaricação ela já está comprovada em seus diferentes aspectos. Primeiro porque o presidente da República foi informado no dia 20 [de março] pelos irmãos Miranda, prometeu investigar os fatos pela Polícia Federal e não investigou. Depois criou uma versão de que teria investigado pelo (Eduardo) Pazuello, mas o Pazuello fora demitido três dias depois, depois pelo Élcio (Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde) uma nova versão, que foi demitido dois dias depois, relatou Calheiros.

Segundo o relator, ainda é preciso verificar se o presidente Bolsonaro teria tido alguma participação no episódio "Do ponto de vista da participação do presidente da República, é que nós estamos verificando", acrescentou.

O senador defende a convocação do ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o capitão Diniz Coelho, que teria trocado mensagens com Luis Miranda antes do encontro de Bolsonaro com o parlamentar.

"Os irmãos Miranda, antes de comunicar o fato ao presidente da República, comunicou o fato ao ajudante de ordem do Palácio do Planalto que, em mensagens, respondeu para o Luis que já havia comunicado o fato ao presidente da República e que o presidente parece que tinha esquecido e que iria relembrá-lo", concluiu Calheiros.

Já o também membro da CPI, Senado Eduardo Girão (Podemos-CE), defendeu a investigação, mas acredita que ainda não é o momento de tirar conclusões sobre a atuação do presidente. "Eu acredito que tanto a PGR como a Polícia Federal estão cumprindo o seu papel, que é investigar. É isso que o povo brasileiro espera, que não fique nada oculto, que venha tudo pra tona, ao conhecimento de todos. Agora a CPI é muito parcial, ela tem tido um papel de olhar apenas um lado", afirmou Girão

O Senador, que se considera independente, também defendeu que as investigações sobre desvios de recursos durante a pandemia envolvam Estados e municípios "A questão de Estados e Municípios não é falado nessa CPI, é um desrespeito com os 45 senadores que assinaram a própria criação dessa CPI, com meu requerimento, que quer investigar tanto o Governo Federal quando os bilhões de reais enviados para estados e municípios", acrescentou o senador.

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