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Datafolha: Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e teria 46% dos votos no 1º turno, contra 25% do presidente


Segundo a sondagem, atual chefe do Executivo perderia no segundo turno para qualquer dos concorrentes analisados, Lula, Ciro ou Doria.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2022 contra 25% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. O petista aparece à frente do mandatário tanto na pesquisa estipulada, quanto são ditos os nomes dos candidatos aos entrevistas, quanto na espontânea — nesse último caso, Lula tem 26% dos votos, enquanto Bolsonaro, 19%. Em um cenário em que os dois se enfrentam no segundo turno, o petista aparece com 58% dos votos, e o presidente, 31%. 

O levantamento sugere que, pelo menos por enquanto, os candidatos que se apresentam como centristas não conquistaram o apoio dos eleitores. Na pesquisa espontânea, apenas o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) foi mencionado pelos entrevistados, com 2% das intenções de voto. A porcentagem de pessoas que afirmaram que votariam em outro nome é de 2%. 

Já na pesquisa em que os nomes dos candidatos são expostos aos entrevistados, Ciro cresce nas intenções de voto, mas a corrida pela chamada terceira via continua embolada. Nesse caso, o pedetista fica em terceiro lugar, com 8%. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 5%, e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), 4%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão empatados tecnicamente. 

Além disso, 10% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum dos candidatos apresentados no questionário do Datafolha, e 2% afirmaram não saber em que vão votar. O Datafolha ouviu 2.074 eleitores, de forma presencial, entre o dia 7 e 8 deste mês. 

Na primeira pesquisa Datafolha divulgada em maio deste ano, Lula ja aparecia à frente de Bolsonaro, com 41% das intenções de voto contra 23% do presidente. O ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro tinha 7% — desta vez, ele não aparece na pesquisa —; Ciro Gomes (PDT), 6%; Luciano Huck (sem partido) aparecia com 4%; e João Doria (PSDB), 3%. 

Cenários de segundo turno 

Além de mostrar que Bolsonaro ficaria em segundo lugar no primeiro turno, o Datafolha revela que o presidente não vence nenhum dos principais adversários com vantagem. 

Em um cenário de segundo turno em que Lula e Bolsonaro se enfrentariam, o petista venceria por 58% a 31%. A pesquisa oscilou três pontos percentuais para cima em favor do ex-presidente, enquanto o atual ocupante do cargo perdeu um ponto. 

Contra Ciro Gomes, Bolsonaro também sairia derrotado: o ex-ministro aparece com 50%, enquanto Bolsonaro, 34%. O mesmo aconteceria se o segundo turno fosse contra Doria. O tucano teria 46%, e o presidente, e 35%.

A atuação de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde e a visibilidade que ganhou na época fizeram o Dem cogitar lançar o nome dele em candidatura própria em 2022.

Após anulação as condenações na Lava-Jato, Lula reestabeleceu os direitos políticos e poderá concorrer em 2022. Lideranças do PT dizem que Lula só não sai candidato se ele quiser.

O presidente Jair Bolsonaro cada vez se mostra mais claramente candidato à reeleição. Em visita à Câmara, em fevereiro, após ser xingado por deputados da oposição, ele respondeu: “Nos encontramos em 22”. 

Antes da decisão que possibilita Lula se candidatar, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) foi aconselhado pelo ex-presidente a rodar o país se apresentando como pré-candidato.

Em meio ao avanço da CPI da Covid, a rejeição ao presidente Jair Bolsonaro atingiu o índice mais alto desde o início do mandato, segundo pesquisa Datafolha. De acordo com o levantamento, 51% dos eleitores classificaram o governo como ruim ou péssimo, o pior resultado registrado pelo chefe do Executivo em 13 levantamentos feitos pelo instituto desde 2019. 

A reprovação era de 45% no questionário anterior, aplicado em 11 de maio. Em 8 de dezembro, quando começou a curva ascendente, o número bateu 32%. A taxa de ótimo ou bom manteve-se estável em 24%, desde maio. Já o percentual de quem acha o governo Bolsonaro regular caiu de 30%, na pesquisa anterior, para 24% agora. 

A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. A pesquisa foi feita de forma presencial em 146 municípios nos dias 7 e 8 de julho. Responderam ao questionário 2.074 pessoas acima de 16 anos.

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