PUBLICIDADE

728x90px

“Cena abominável”, diz Fátima após agressão de PM a mulher vítima de violência doméstica no interior do RN


Declaração da governadora do RN é dada um dia após o episódio, que aconteceu em Santo Antônio, no Agreste potiguar

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, se manifestou sobre o episódio em que um policial militar xingou e bateu na cara de uma mulher, que sofria violência doméstica. A declaração da gestora, dada nesta sexta-feira 16 nas redes sociais, classifica como “cena abominável” o fato do PM agredir uma mulher que pedia ajuda policial para combater as agressões físicas que sofria do marido. A cidadã também chegou a ser chamada de “cachorra” pelo policial, que a derrubou no chão, de acordo com relatos. A ocorrência aconteceu em Santo Antônio, município do Agreste Potiguar, na quinta-feira 15. 

“Uma cena abominável, que agride não só a nós, mulheres, mas a uma sociedade atenta a um contexto que, infelizmente, continua a nos horrorizar e a nos indignar”, postou a governadora, que continuou: “Um Governo como o nosso, que tem feito todo o esforço para implementar políticas públicas de proteção às mulheres como o núcleo de investigação policial de combate ao feminicídio, a patrulha Maria da Penha, a delegacia virtual de atendimento às mulheres, a casa de acolhimento à mulher vítima de violência, entre outros, jamais toleraria um absurdo como esse”. 

Fátima Bezerra destacou que contatou o secretário de Segurança Pública, coronel Araújo Silva; o comandante da PM,  coronel Alarico Azevedo e a delegada-geral, Ana Cláudia, para que fossem tomadas as providências imediatas para apuração e punição dos responsáveis. Segundo ela, os policiais foram afastados e as respectivas condutas serão apuradas com direito de defesa, como determina a lei. 

“Medidas já foram adotadas. Os policiais foram afastados e as respectivas condutas serão apuradas com direito de defesa, como determina a lei. Não mediremos esforços e seguiremos firmes para tornar o Rio Grande do Norte um Estado livre do feminicídio, onde as mulheres possam viver com dignidade e sem violência”, enfatizou a governadora.

Publicidade
728x90px