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Agripino rechaça voto impresso e diz que eleições 2022 vão ocorrer normalmente


O ex-senador José Agripino Maia (DEM) disse hoje (23), em entrevista ao Jornal 96, que é uma “pretensão monumental” alguém condicionar a realização das eleições à aprovação do voto impresso. “Faço como Mourão: isso aqui é republiqueta de bananas, depois de tudo o que a gente viveu e sofreu? A eleição vai ter, com certeza absoluta e quem vai decidir se é assim ou se é assado é o Congresso Nacional, conforme manda a Constituição Federal”, afirmou.

A discussão sobre o voto impresso foi puxada pelo presidente da República Jair Bolsonaro, que acusa o modelo de não ser confiável e alega que houve fraudes na votação de 2018, quando ele se elegeu. A ideia de Bolsonaro é que, a partir da eleição presidencial de 2022, os números que cada eleitor digita na urna eletrônica sejam impressos e que os papéis sejam depositados de forma automática numa urna de acrílico. A ideia dele é que, em caso de acusação de fraude no sistema eletrônico, os votos em papel possam ser apurados manualmente.

Segundo José Agripino, o processo de votação brasileira é moderno e imitado por muitos países. “Querem voltar agora para a idade da pedra lascada?”, questionou.

O DEM, juntamente com outras siglas, como o PSDB e o PSD querem enterrar a discussão na Câmara dos Deputados já no início de agosto. Os partidos já se organizam contra a mudanças no sistema eleitoral.

O ex-senador também falou sobre a polarização política no País. José Agripino argumentou que o Brasil precisa sair dessa situação. Na opinião dele, o cenário é de uma extrema direita e uma extrema esquerda se digladiando e uma maioria silenciosa aguardando. “As pessoas, a cada dia que passa, veem os erros de um lado e do outro e esperam uma alternativa de centro. Se a classe política tiver juízo, e vai ter, irá encontrar um intérprete do centro e esse candidato ganha a eleição”, pontuou.