PUBLICIDADE

728x90px

"Superpedido" de impeachment é protocolado na Câmara dos Deputados


Documento unifica os mais de 100 pedidos de impedimento de Bolsonaro já apresentados à Casa

Partidos políticos de diversos espectros e entidades da sociedade civil protocolaram na Câmara dos Deputados, nesta 4ª feira (30.jun), um documento que unifica os mais de 100 pedidos de impedimento ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O documento foi apresentado em entrevista no Salão Negro do Congresso Nacional.

"É uma causa suprapartidária e ideológica, é uma questão de moral e de rechaçar uma gerência criminosa que custou mais de 500 mil mortes", ressaltou o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) no ato público que apresentou o requerimento.

"Eleitoralmente, muito em breve, estaremos separados, mas haveria mesquinhez da minha parte se eu me negasse a compactuar com o ideal de derrubar um dos presidentes da República mais criminosos da história da nossa República", concluiu o congressista, que é um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), um dos principais articuladores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

As suspeitas de um gabinete paralelo que interferiu na gestão da crise sanitária, bem como as irregularidades nas tratativas de compra da vacina indiana Covaxin foram incorporadas às 23 acusações apresentadas em um "superpedido" de impeachment, explicadas e defendidas ao longo de 538 pontos.

O "superpedido" se propõe a condensar as outras 122 denúncias apresentadas à Câmara contra Bolsonaro - seis das quais acabaram arquivadas, enquanto 116 aguardam análise por parte do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que teve apoio do chefe do Executivo para ser eleito ao cargo.

"Ele [Bolsonaro] conseguiu desmoralizar as instituições brasileiras. Nós poderíamos ter 200 mil mortos a menos [na pandemia], se tivéssemos vacinas e distanciamento social. Bolsonaro fez isso com nosso país", apontou a deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (RS).

Publicidade
728x90px