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Geração de emprego
Hoje vamos falar sobre geração de emprego.

O emprego é o caminho certo para o desenvolvimento. O problema é que a geração de emprego não acontece por acaso. É preciso estimular e usar o poder público como a mão indutora do desenvolvimento. Como isso acontece? Nós vamos mostrar agora.

É preciso estimular a criação de pequenas e médias fábricas de variados produtos. Pode ser uma empresa de polpa de fruta; uma fábrica de bonés; uma fábrica de bolsa escolar, uma indústria de móveis... Enfim, a cada negócio que se abre, novos empregos são gerados e a receita volta para o município.

Há duas formas de fazer uma indústria funcionar: Atraindo uma já existente e utilizando somente a mão de obra local ou montando toda a estrutura para fazer uma nova indústria.
Vamos dar como exemplo uma indústria de calçados.

O poder público deve oferecer o local, um galpão para a instalação da indústria e energia solar ou eólica subsidiada. Nesse caso, para a indústria começar a funcionar, ela já teria cerca de 20% de seu custo de produção reduzido, o que provocaria um salto de competitividade no mercado, fazendo com que seus produtos fossem mais baratos e vendessem mais, ganhando no volume.

Os empregos seriam gerados, os trabalhadores e trabalhadoras gastariam o dinheiro na cidade e o município receberia duplamente: a receita direta, da geração de impostos pela venda dos produtos e os impostos indiretos a partir do consumo de produtos e serviços dos trabalhadores da indústria na cidade.

A outra forma, no mesmo caso da indústria de calçados, seria montar cooperativas, o poder público entraria com o galpão, a energia e o maquinário. Os trabalhadores e trabalhadoras seriam donos do próprio negócio e o lucro da produção seria dividido entre todos que participassem do empreendimento. Estimulados pelo fato de que seriam donos da empresa, certamente produziriam mais do que o normal. Ao final, o dinheiro das vendas seria investido na cidade, gerando mais renda, empregos e receita para o município.

É possível fazer um Polo Têxtil em Macau? Sim. Da mesma maneira. O poder público entra com investimento nas máquinas, dá o galpão com energia solar ou eólica, capacita a mão de obra, que deve estar organizada em cooperativas. Daí, o custo de produção vai ser reduzido, fazendo com que os produtos sejam bem mais baratos do que os mesmos produzidos com custo elevado. O resultado disso é aumento de vendas e lucro, dividido entre todos que trabalham na produção. Esse dinheiro vai ser gasto na cidade, seja num restaurante, na compra de um eletrodoméstico, um novo móvel, reforma na casa... Enfim. O dinheiro será investido no próprio município, provocando aumento na venda de outros produtos e serviços, gerando mais empregos em outras atividades e receita para o município.

Não é preciso ser especialista para mostrar que é possível viabilizar um Polo Têxtil ou um Polo Calçadista; ou mesmo uma nova indústria de outro segmento, como um Polo Moveleiro. Temos os profissionais capacitados, o que é muito difícil. Falta chegar a mão indutora do desenvolvimento, papel que cabe ao poder público, produzindo riquezas, gerando empregos e receita, fazendo a cidade crescer e se desenvolver com uma melhor qualidade de vida para todos.

Nós mostramos que é possível fazer. Basta ter visão e vontade de realizar. Os investimentos não são fora de nossa realidade. Basta querer fazer.

Que Deus abençoe a todos.

Abraço de


Tulio Lemos

Macauense

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