» » » Atendimento precário no Cartório Eleitoral de Macau/RN

Macauense - Restando 09 dias úteis para o fim do prazo para regularização do título de eleitor (alistamento, transferência), os cidadãos de Macau Guamaré e Galinhos madrugam na tentativa de pegar uma ficha para atendimento no cartório eleitoral de Macau/RN. 

As imagens de filas na porta do cartório ainda durante a madrugada tem sido uma cena constante atestada por moradores e transeuntes da Rua Pereira Carneiro, onde fica localizado o cartório eleitoral da cidade de Macau.      

O grande problema, segundo relatos, é que diariamente são distribuídas apenas 40 fichas e todo o atendimento é realizado por 02 servidores, que iniciam o atendimento às 08 horas e termina às 13 horas. O que obriga muitas pessoas madrugarem em frente ao cartório na tentativa de conseguir uma ficha. 

Uma senhora, que pediu para não ser identificada, relatou que chegou ao local às 05 horas da manhã e as fichas só foram distribuídas às 08 horas. “É desumano!”. Conseguir ficha após esse horário é considerado um verdadeiro milagre.

Outras reclamações dão conta de que a entrega da ficha de atendimento no momento da triagem, é negada aqueles que não estejam portando cópia de documentos, mesmo que seja apenas um documento.

O que obriga muitas vezes as pessoas, inclusive moradoras da  zona rural, a se submeterem novamente a todo o calvário no dia seguinte.

Quem não consegue não esconde a insatisfação pelo sacrifício em vão. Para esses cidadãos resta apenas lamentar e tentar acordar mais cedo ainda para uma nova tentativa.         A fila na frente do cartório remete a lembrança dos tempos do  atendimento do antigo INPS, submetendo cidadãos a situações degradantes na tentativa de terem atendimento no cartório eleitoral.

Essas cenas causam não apenas indignação, mas também surpresa. Como entender que o órgão responsável pela emissão e regularização do título eleitoral ofereça um atendimento tão arcaico como o sistema de distribuição de fichas?Esse tipo de atendimento além de desumano acaba limitando o pleno exercício de cidadania.

Na cabeça do cidadão comum parece no mínimo contraditório admitir que o voto seja obrigatório e ao mesmo tempo o órgão responsável por regularizar o título eleitoral ofereça um atendimento precário e desumano aos cidadãos.

Vale lembrar que a Justiça Eleitoral tem como uma das suas marcas mais anunciada a modernização dos seus serviços prestados. Exemplo disso é o sistema de agendamento feito pela internet ou por telefone que é oferecido em diversas cidades, inclusive na capital Natal.

Fonte: Transparência Macau

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