» » CARNAVAL DOS MILHÕES ACABOU ANTES DA QUARTA FEIRA DE CINZAS

Macauense - O carnaval de Macau começou a sua popularização na década de oitenta no então governo da época do prefeito Afonso Lemos, na cidade o carnaval era coisa para rico, e a população mais humilde não tinha acesso ao período momesco que só existia no Lions Club da cidade.
Foi então quê, no ano de oitenta e nove ao assumir o seu primeiro ano de mandato o prefeito Afonso Lemos resolve popularizar o carnaval de Macau que na época o carnaval era coisa de burguês na cidade, só brincavam quem tinha condições financeiras.

E em seu primeiro ano foi realizado na Praça da Conceição no centro da cidade, e as atrações mais famosas daquele ano eram a Banda Mix, Paulinho de Macau, Sinal de Alerta, Edinho Queiroz, Madruga, Edinho  guitarrista, Zezinho do bandolim entre outros músicos de Macau que eram valorizados pelo então prefeito Afonso Lemos como se fossem atrações internacionais.

O carnaval de Macau era apaixonante e emocionante, a juventude da época sabe o que estou falando, quem viveu e brincou esses carnavais tem saudade até hoje, pois vivíamos um sonho que de tão bom que era a tradição, queríamos que a festa durasse o ano inteiro e naquela época a quarta feira de cinzas era sinônimo de tristeza e saudade, ao contrário de hoje que é sinônimo de alivio.

As prévias carnavalescas eram o Campeonato de Blocos, os bailes da saudade, preto e vermelho, e o preto e branco juntamente com as escolhas do Rei e da Rainha. O tradicional desfile das escolas de samba, Azes do Rítimo, Beija Flor e Imperadores do Samba  e os cangaceiros que juntos com os índios abrilhantavam a festa.

Isto sem contar com os desfiles dos Blocos que travavam uma batalha grande, para mostrarem as suas alegorias e fantasias que fazião os foliões viajarem em suas homenagem carnavalescas, os blocos como os Bruxos, Equipcão, Jardim, Balancê, Caça Cheiro, eram os mais disputados da época. 

Naquele tempo o gasto era insignificante com relação aos atuais carnavais, e a cidade a parti de oitenta e nove onde o carnaval de Macau já havia ganhado uma grande proporção de destaque na mídia estadual e consequentemente o título de Melhor Carnaval do RN, e que perdurava até os dias de hoje, mantendo a tradição e a coroa.

Eis que vieram os carnavais dos milhões, onde começaram a sepultar a tradição e uma história construida de forma simples e que levou Macau a um nível cultural muito respeitado no estado.
Em nome dos super faturamentos com super estruturas e bandas da Bahia, começaram a apagar a história cultural do carnaval de Macau em meados de 1992, quando trouxerão os grandes trios elétricos baianos, os blocos deixaram de existir que eram as atrações principais do carnaval e que encantavam a festa.

O carnaval atualmente estava custando para prefeitura de Macau algo em torno de 7 milhões de reais, um absurdo irresponsavelmente superfaturado por pessoas que não tem o mínimo de zelo e credibilidade pela cultura da  cidade e que só usavam o período momesco para se beneficiarem e inconsequentemente angariar benefícios subtraídos dos cofres públicos.

Fonte: Macauense
 

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