» » Professor de Artes em Macau é ‘Nota 10’ em 2014

Macauense - Para quem concorreu com  cerca de 3.500 projetos de todo o país, o professor de Artes Emanuel Alves Leite no centro da foto, 27 anos, disse que “não deixa de ser uma surpresa” o fato de seu projeto “Lugar de circo é na escola” estar entre os dez vencedores do Prêmio Educador Nota 10, promovido pela Fundação Victor Civita em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Para ele, o mais importante disso tudo “foi deixar o aprendizado para os alunos, como Léo, que disse ter achado sua profissão como palhaço”. Emanuel “Coringa”, como é mais conhecido o professor, afirmou que levou para dentro da sala de uma (turma do 9º ano do ensino fundamental), uma experiência de 12 anos como palhaço, uma carreira iniciada em Umarizal, na região Oeste do Rio Grande do Norte, onde ajudou a criar a Companhia Arte e Riso.

Com licenciatura em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - “fui da primeira turma, em 2007” -, Emanuel “Coringa” lembrou que concorrem à premiação trabalhos desenvolvidos no ano anterior. Segundo ele, o projeto “Lugar de circo é na escola” foi desenvolvido nos dois semestres de 2013 na Escola Estadual Professora Maria de Lourdes Bezerra, em Macau, na Zona Salineira do Estado, e contou com todo o apoio do diretor João Cândido e da coordenação pedagógica do estabelecimento escolar: “A direção da escola abriu suas portas, pois quem não conhece, pode ser uma experiência  assustadora”.

“Coringa” pediu transferência de Macau e hoje ensina Artes na Escola Estadual Santos Dumont. Em Parnamirim, mas ainda hoje acompanha de longe a herança deixada por seu trabalho numa escola do bairro Porto de São Pedro, na periferia de Macau, com as postagens fotográficas de ex-alunos na internet. “A gente trabalhou a linguagem e técnicas circenses em sala de aula, como a corda bamba, malabarismo e palhaçaria”.

O professor “Nota 10” do Rio Grande do Norte conta que diante dos trabalhos vistos em edições anteriores “é sempre um risco concorrer com trabalhos do país inteiro”. No entanto, ele disse que passou a confiar que poderia estar entre os dez melhores trabalhos, quando passou pelo crivo dos 50 trabalhos selecionados: “Ai passei a acreditar no prêmio, porque também me passaram a pedir mais informações”.

O trabalho de “Coringa” foi desenvolvido durante dois  durante dois bimestres, levando em consideração que se tratava apenas de uma aula de artes por semana, somando aproximadamente 16 aulas. Nas informações encaminhadas  aos organizadores do Prêmio Educador Nota 10, “Coringa” dizia que o alunado era formado por filhos de pescadores com uma renda mínima de um salário mínimo, além de um bairro com alto índice de criminalidade, o que  “aumenta a responsabilidade da escola em educar, instruir, dialogar, construir novos caminhos e mudar o preconceito existente com o bairro, por parte dos moradores da cidade”.

“Coringa” dizia, ainda, que ao iniciar o ano e se apresentar para as turmas, explicava que antes de ser professor e formado em Teatro fora palhaço, o que “gerou um burburinho na escola, um professor palhaço!”

Inicialmente, explicava ele,  tinha-se como propósito apresentar aos alunos dois universos de circos diferentes, “um bem conhecido dos mesmos, o circo popular, grande atrativo da cidade quando montado no espaço do antigo lixão situado no bairro onde a escola é localizada, e o outro, o circo moderno através dos estudos do Circo de Soleil, distante de suas realidades e para muitos totalmente desconhecido, mas capaz de ser entendido e estudado”.

O prêmio
O Prêmio Educador Nota 10 foi criado em 1998 e reconhece professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e também gestores escolares de todo o país. Educadores, professores, gestores escolares e coordenadores pedagógicos, de diversos segmentos de ensino, inscrevem seu trabalho a cada edição do Prêmio em diferentes áreas de conhecimento.

Uma comissão selecionadora, composta por profissionais da Educação, especialistas nas diversas disciplinas, analisa todos os trabalhos recebidos e, entre eles, são escolhidos os 50 finalistas; dentre os finalistas são escolhidos os 20 premiados; e entre os premiados são escolhidos os dez Educadores Nota 10.

Nesses 17 anos de existência, o Prêmio Educador Nota 10   reconheceu o trabalho desenvolvido por mais de 180 educadores, entre professores e gestores, com a entrega de R$ 2 milhões em prêmios. Os dez finalistas receberam de prêmios uma assinatura anual da revista “Nova Escola”, um tablet e um vale presente no valor de R$ 15 mil.

Prêmio Educador Nota 10
Os vencedores de 2014

Ana Cláudia Santos
Língua Portuguesa – 6º ano
Trabalho “O povo conta”
Escola Estadual Padre Paulo
Santo Antônio do Monte – MG

Andréa de Fátima Dias Tambelli
Matemática – 2º ano
Trabalho “O trabalho com medidas”
Escola da Vila
São Paulo – SP

Ângela Maria Vieira
História – 6º ano
Trabalho “Os Guardiões dos Sambaquis”
Escola Municipal Profª Maria
Regina Leal
Joinville - SC

Emanuel Alves Leite
Arte – 9º ano
Trabalho “Lugar de circo é na escola”
Escola Estadual Profª Maria de Lourdes Bezerra
Macau – RN

Mara Elizabeth Mansani
Alfabetização – 1º ano
Trabalho “Escrevendo com Lengalenga”
EE Professora Laila Galep Sacker
Sorocaba – SP

Maria da Paz Melo
Arte – Multisseriada
Trabalho “O corpo como suporte do desenho”
E.M. Valéria Junqueira Paduan
Santa Rita do Sapucaí – MG

Marlene Garcia Alves
Matemática – 8º ano
Trabalho “Ser arquiteto por um dia”
Colégio Estadual do Ensino Médio e Fundamental Vale do
Saber
Apucarana – PR

Monique Godoi Gomes Lescura
Geografia – 8º ano
Trabalho “Desastre natural: informar para prevenir”
EM CAIC
Lorena – SP

Paula Aparecida Sestari
Educação Infantil – Pré-escola
Trabalho “Baía da Babitonga: nosso berçário natural”
Centro de Educação Infantil Odorico Fortunato
Joinville – SC

Renata Maria Pontes Cabral de Medeiros
Língua Portuguesa – 4º ano
Trabalho “As mil e uma noites”
EMEF Fabiano Alves de Freitas
Ituverava – SP

Fonte – Fundação Victor Civita












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