» » » Dia do Professor: “saber que podemos lutar e transformar a educação é motivo para comemorar”

Hoje é comemorado o Dia do Professor. Os parabéns são dados a todos os profissionais da educação que trabalham arduamente pelo avanço do ensino, visando a transformação da sociedade. Por mais que seja uma profissão árdua, é da sala de aula que saem os gênios da comunicação, da liderança, da compreensão e da capacidade de competir, e é da sala de aula que saem novos produtos educadores. Apesar da importância da profissão e da boa vontade de muitos profissionais em continuar a carreira, as dificuldades enfrentadas diariamente pelos profissionais impedem um avanço qualitativo na educação brasileira.

Um estudo divulgado neste mês mostra que o Brasil é mesmo um dos países que menos valorizam o professor. Na pesquisa da fundação Varkey GEMS, realizada em 21 nações com 21 mil pessoas no total, o status do professor brasileiro está em penúltimo no ranking, com índice de 2.4 em uma escala de zero a cem, bem abaixo da média (37) e na frente apenas dos israelenses. O país oferece o terceiro pior salário, melhor do que Egito e China.

Mesmo diante dessa realidade, há quem prefira comemorar do que vestir o luto da profissão. Professora e coordenadora do Sindicato dos Profissionais da Educação no Rio Grande do Norte (Sinte/RN), Fátima Cardoso eleva a força dos profissionais na tentativa de resistência e de reconhecimento pela profissão. “Independente dos problemas, eu costumo dizer que temos o que comemorar, principalmente por ter conseguirmos resistir ao longo do tempo às adversidades e diferenças, fazendo disso um instrumento de ação”, destacou.

A líder sindical considera uma vitória encontrar educadores que lutam para mudar o cenário da educação brasileira. “Em nosso estado temos muitos guerreiros da profissão, que não se deixam abater por falta de investimento na área e na qualificação profissional. Saber que podemos lutar e transformar a educação é motivo para se comemorar”.

Na mesma linha de raciocino de Fátima, a diretora executiva do Instituto de Desenvolvimento da Educação no RN (IDE), Cláudia Santa Rosa, reforça que o maior ganho da educação brasileira é possuir um contingente de pessoas que acreditam na profissão e permanecem nela. “Diante de todas as condições do magistério e dificuldades enfrentadas, do baixo poder de valorização na esfera pública e privada, e da desvalorização, ainda se tem o que comemorar”.

“Talvez o maior problema do brasileiro seja em reconhecer a importância de um professor. A sociedade como um todo não enxerga como uma profissão valorizada. Infelizmente, no Brasil ainda tem muito para evoluir. Só teremos certeza que houve mudança nesse cenário de valorização quando um filho comentar com os pais a vontade de ser professor e receber o apoio deles”, afirmou Cláudia Santa Rosa.

Professora e vereadora no município de Natal, Eleika Bezerra estima que o profissional seja “urgentemente mais respeitado”. “Hoje eu estou vereadora, mas serei professora até o fim da minha vida. Tenho muito orgulho da minha profissão, mas é muito difícil ser professor hoje em dia. Falta respeito à categoria em todos os sentidos, desde em relação ao salário, que é de suma importância, até ao reconhecimento pessoal”.

Para Eleika, as consequências da falta de reconhecimento aos profissionais da educação é problema de origem familiar. “Todas as dificuldades são reflexo de uma crise e desgaste familiar. Não é chamando a professora de tia que se demonstra respeito. Professor não é tio de ninguém. Ele merece mais respeito do que isso, por continuar sendo a principal profissão de todos os tempos. Estamos cansados de ouvir que somos prioridade e ver que isso não passa de utopia”, declarou.



 








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