Porto Ilha que era para ser em Macau tem prejuísos frequentes em Areia Branca

Depois de movimentar 2,6 milhões de dólares no primeiro bimestre deste ano (18% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado), o setor salineiro do Rio Grande do Norte, dono da maior produção do país, fechou março e abril com quedas expressivas. Com 106.700 toneladas em janeiro e 105.650 toneladas em fevereiro, o terminal movimentou 85 mil toneladas em março e apenas 51.950 toneladas em abril. Depois das chuvas que paralisaram o mercado entre 2008 e 2011, esperava-se uma retomada mais vigorosa da movimentação este ano – o que não está acontecendo. Nesta segunda-feira, por telefone do Rio de Janeiro, Ayrton Torres, diretor geral da Salinor, a maior exportadora brasileira de sal, minimizou o problema. Disse que o desempenho ruim de abril – no caso, segundo ele, também motivado pelo atraso de um navio – foi igual ao registrado no mesmo período do ano passado. “Não houve mudança significativa entre um ano e outro. A tendência agora é de retomada com números bem melhores para o segundo semestre”, garantiu Torres. Embora não antecipasse uma expectativa de movimentação, no começo do ano Ayrton Torres declarou esperar algo ao redor de 160 mil toneladas e 320 mil toneladas. Segundo especialistas ouvidos pelo JH, as exportação só começam a se tornar rentáveis para o sal acima das 200 mil toneladas por ano. Nesse caso, apesar dos altos investimentos públicos feitos no Porto Ilha – o quadro é deficitário não só para as empresas, como para a Companhia Docas e o próprio Estado, que perde em arrecadação. Depois de quatro anos praticamente sem exportar, as empresas buscaram reconquistar sua antiga clientela, sofrendo ainda com a concorrência do sal chileno nos últimos quatro anos, que aproveitou a brecha trazida pelas enchentes e por imposições de caráter ambiental para se instalar com o seu sal de mina. Com capacidade para carregar 2.500 toneladas por hora de sal, o porto ilha de Areia Branca está no centro de uma operação complexa, que pode ser interrompida a qualquer momento por causa de chuvas ou pela ocorrência de ventos. Hoje, segundo informações de trabalhadores do terminal, um navio permanece em média até seis dias atracado, quase o dobro do que ficava em outras épocas. Isso não traz prejuízo aos armadores, que operam ali sob contrato fechado, mas prejudica a rentabilidade das operações como um todo. “Mas não é esse o motivo da queda dos volumes embarcados nos últimos dois meses e sim razões comerciais”, tentou explicar hoje uma fonte ligada à operação que não quis se identificar. “Aparentemente o mercado está aquecido, mas os contratos não saíram”, explicou. Contudo, segundo o diretor geral da Salinor, Ayrton Torres, isso deve mudar rapidamente, embora não tenha ficado muito claro o que motivou a queda no embarque de sal, além do atraso de um navio. “Nesse negócio as coisas funcionam assim mesmo”, justificou. Nos últimos anos, o Porto Ilha, como é mais conhecido, tem passado por investigações e chegou a ser interditado no fim do ano passado pelo Ministério Público do Trabalho. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que administra o porto ilha, foi obrigada a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta para retomar as operações em 120 dias, entre os quais um programa de treinamento com os encarregados, supervisores e gerentes, inclusive com a confecção de material impresso e termo de recebimento, sobre assédio moral e sua proibição no local de trabalho. A interdição aconteceu parcialmente no dia 30 de novembro. Considerado pelas entidades de engenharia mundiais um dos dez melhores projetos de todos os ramos de engenharia no mundo na época de sua inauguração – há quase 40 anos -, o Terminal Salineiro de Areia Branca ainda exibe a magnitude de seus 15 mil metros quadrados por onde passou a ser o principal ponto de escoamento do sal produzido no estado, responsável por quase toda a produção nacional. Na época, foi investido na construção original ao redor de 35 milhões de dólares no projeto de engenharia de autoria da empresa americana Soros Associates Consulting Engeneers. Mas isso hoje se transformou numa fração insignificante perto do dinheiro público gasto pelos PAC 1 e 2 para dotar o terminal das condições de operação que se esperava dele











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Porto Ilha que era para ser em Macau tem prejuísos frequentes em Areia Branca Porto Ilha que era para ser em Macau tem prejuísos frequentes em Areia Branca Reviewed by Macauense on 5/07/2013 11:33:00 AM Rating: 5

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